Cerca de 3.000 funcionários da montadora da Volvo instalada em Curitiba (PR) entraram no segundo dia consecutivo de greve nesta terça-feira (3)

Cerca de 3.000 funcionários da montadora da Volvo instalada em Curitiba (PR) entraram no segundo dia consecutivo de greve nesta terça-feira (3). Eles protestam contra as condições de pagamento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados).

Desde ontem, a produção da fábrica está parada. A fábrica produz regularmente 107 caminhões e nove ônibus por dia.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba, o motivo da greve é o valor do adiantamento da PLR: a montadora oferece R$ 5.500, a serem pagos ainda nesta semana. A categoria quer R$ 10 mil.

A Volvo considera a proposta do sindicato “despropositada”. A empresa argumenta que houve um aumento de 13,3% na proposta da primeira parcela da PLR em relação ao ano passado, quando a montadora pagou R$ 5.000 de antecipação percentual acima da inflação para o período.

Ontem, a Volvo recorreu à Justiça do Trabalho para pedir o fim da greve e a realização de uma audiência de conciliação. Ela mantém a proposta de R$ 5.500 para a primeira parcela da PLR.

VOLKS

Na fábrica da Volkswagen, em São José dos Pinhais (PR), os trabalhadores aprovaram ontem um indicativo de greve também em razão do PLR.

Eles reivindicam um aumento do benefício para equipara o valor ao recebido por funcionários da empresa nas unidades do ABC paulista, onde é pago um total de R$ 12 mil, com antecipação de R$ 6.000 nesta semana.

A Volks informou que não irá se manifestar sobre as negociações. Os 3.500 operários, que estão trabalhando normalmente, voltam a discutir uma possível paralisação amanhã.

 

Fonte: Folha.com