O presidente nacional da Força Sindical, Miguel Torres, solicitou nesta sexta uma avaliação do Dieese (Departamento Intersidical de Estatísticas e Estudos Socioeconomicos) sobre o atual índice do desemprego no país.

Torres quer confrontar esse resultado com os primeiros números do novo indicador do governo que mede a quantidade de pessoas com carteira assinada  no país, a chamada Pnad contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).

A metodologia, agora  trimestral, vai substituir a tradicional Pnad anual e a PME (Pesquisa Mensal de Emprego) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Pelos números divulgados nesta sexta, o desemprego atingiu 7,4% no segundo trimestre de 2013 (abril, maio e junho). Se for considerado a nova metodologia, a taxa de desocupação recuou 0,6% (era 8%) na comparação com o 1º trimestre de 2013. Mas, se for considerado o PNE, houve um aumento:  5,8% em abril e maio  e 6% em junho, o que dá uma média de 5,9%.

A nova metodologia não agradou a Força Sindical, que vê o número com descrédito. “Na prática, verificamos um aumento no desemprego do país. Por mais que tenham aumentado os empregos na área de serviço, a indústria recuou. Por conta disso, pedimos para o Dieese fazer a análise. A ideia é confrontar esses dados divulgados pelo IBGE”, disse Torres.

De acordo com o presidente da Força, os números do Dieese serão divulgados na próxima terça-feira.

Já a CUT (Central Única dos Trabalhadores) aprovou o novo índice que mede o desemprego. “Essa pesquisa ainda está sendo experimentada, mas fazemos uma avaliação positiva do novo indicador. É uma pesquisa mais abrangente (a atual é feita em todo o país, enquanto a anterior media o emprego apenas em seis regiões metropolitanas, entre elas São Paulo)”, disse Quintino Severo, secretário de administração e finanças da Central Única dos Trabalhadores.

“Um dado importante mostra o desemprego: é o déficit da balança da importação e exportação da indústria. Ela registrou uma diferença de US$ 100 bilhões em favor da importação. A maior diferença veio do setor de peças, que chegou a US$ 10 bilhões”, avaliou Torres.

Fonte: Diário de S. Paulo