A defesa de um Contrato Coletivo Nacional para os metalúrgicos é uma das principais bandeiras de luta da Federação Interestadual dos Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (FitMetal) definida no 1º Seminário Intersetorial da entidade, realizado entre os dias 25 e 27 de março em Salvador (BA). Presidida por Marcelino Rocha, dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, a federação foi fundada por sindicalistas da CTB e CGTB.

O evento reuniu 30 sindicatos de nove diferentes estados (SP, MG, RJ, RS, PE, AM, ES, MA e BA) e foi considerado “um sucesso” por Marcelino Rocha. “O seminário cumpriu os objetivos. Debatemos a conjuntura nacional e internacional, os desafios do sindicalismo e contamos com a preciosa de especialistas do Dieese e do Ipea na análise dos diferentes segmentos da categoria e perspectivas da categoria”.

Concepção classista
Fundada no dia 1º de junho de 2010, data da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat, ocorrida em São Paulo), a federação organizada pela CTB e CGTB representa hoje cerca de 350 mil metalúrgicos no país, incluindo operários dos setores automotivo, naval, siderúrgico e eletroeletrônico.

“A FitMetal surge para ser porta-voz de uma política nova, orientando-se por uma concepção classista do movimento sindical e defendendo a unidade mais ampla da categoria, o que implica ação conjunta das centrais sindicais. Não viemos para dividir, muito pelo contrário. Queremos a unidade com a CNM-CUT e a CMTC da Força Sindical”, salientou Marcelino.

Prevalece nos estados uma expressiva assimetria entre os trabalhadores, com notáveis divergências em relação a salários, jornada e condições de trabalho. O meio de corrigir isto, garantindo maior unidade dos trabalhadores e avanço nas conquistas, é a conquista de um Contrato Coletivo Nacional, segundo o dirigente sindical.

Desenvolvimento com valorização do trabalho
“Nós também prezamos a independência frente aos governos, patrões e partidos políticos. Apoiamos decididamente a eleição de Dilma, porém com autonomia e independência. Não concordamos com a atual política econômica, por exemplo, e não vamos nos furtar a criticá-la”, destacou.

O centro da luta estratégica da federação “é por um novo projeto nacional de desenvolvimento, com soberania e a valorização do trabalho”, explicou Marcelino, acrescentando que está na ordem do dia a batalha para tornar realidade a pauta da Conclat, destacando a luta pela mudança da política econômica, redução dos juros, redução da jornada de trabalho sem redução de salários, ratificação da Convenção 186 da OIT e fim do fator previdenciário.

A FitMetal promete lançar, no prazo de 20 dias, um portal eletrônico para refletir as lutas e os problemas da categoria. (Fonte: Portal Vermelho)

 

Fonte: DIAP