O saldo dos financiamentos de veículos no País no ano passado ficou em R$ 228,6 bilhões, queda de 5,6% na comparação com o ano anterior, quando o montante havia sido R$ 242,2 bilhões. É o segundo ano consecutivo de redução no saldo de financiamentos. Em 2011, o somatório das carteiras chegou a R$ 244,9 bilhões. Os dados foram divulgados ontem pela Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef).

De acordo com o presidente da entidade, Décio Carbonari, a redução em termos de valores se deve ao aumento das campanhas subsidiadas, que oferecem taxa zero, valor de entrada mais elevado e prazos mais curtos para o pagamento. “As promoções de taxa zero diminuem o valor médio dos financiamentos”, disse. Em termos de performance dos financiamentos, por sua vez, houve melhora, já que as vendas à vista caíram de 39% em 2012 para 37% no ano passado.

Estimuladas por essas promoções, as instituições financeiras das montadoras fecharam o ano com cerca de 60% do total do crédito no segmento, segundo estimativa da Anef. Em 2012, a participação era de 53%. Em 2013, 53% dos veículos novos foram financiados, nível levemente acima do ano anterior (51%). A fatia maior dos bancos de montadoras aproxima o Brasil de mercados maduros, onde eles têm maior presença no segmento, segundo Carbonari.

Inadimplência

Outro fator positivo para o setor é a manutenção da queda da inadimplência. Na modalidade Crédito Direto ao Consumidor (CDC) para pessoa física, em 2013, o índice foi 5,2%, redução de 1,2 ponto percentual na comparação com 2012, considerando a inadimplência por mais de 90 dias. “A inadimplência vem caindo há dois anos e segue essa tendência”, destacou o presidente da Anef.

O acumulado de valores liberado para as modalidades de CDC e leasing somou R$ 117,5 bilhões, queda de 1% em relação a 2012. Entre os contratos firmados em 2013, a média de prazos para pagamentos foi 42 meses, sendo que os planos máximos oferecidos foram 60 meses. Em 2012, a média havia sido 43 meses.

Diante de um cenário de incógnita na economia, como definiu Carbonari, a projeção para este ano é que seja mantido o valor alcançado em 2013, de R$ 228,6 bilhões. O valor liberado também deve ser o mesmo em 2014, de R$ 117,5 bilhões. “Não começamos este ano com confiança, acreditando num crescimento expressivo”, disse Carbonari.

Fonte: O Hoje