Os dirigentes dos sindicatos filiados aprovaram a participação da categoria metalúrgica na 7ª Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília

 

Em reunião realizada nesta terça-feira, 19 de fevereiro, na sede da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo, os dirigentes dos sindicatos filiados aprovaram a participação da categoria metalúrgica na 7ª Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília, no dia 6 de março. 

Segundo o presidente da Federação, Cláudio Magrão, a ideia é levar cerca de 7 mil membros da categoria. “Temos que avançar em questões importantes para a classe trabalhadora. Por isto, vamos à Brasília pressionar o governo em busca de diálogo e também de soluções”, afirma. 

Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, da CNTM e vice da Força Sindical, disse na plenária que a Marcha é de suma importância para a classe trabalhadora e para o movimento sindical brasileiro. “Precisamos fazer uma grande manifestação, resgatando as bandeiras de luta da pauta trabalhista e social e mostrando a nossa força em defesa dos direitos. Os metalúrgicos, como sempre, estarão puxando esta ação”. 

Bandeiras de luta da 7ª Marcha: 

– 40 horas semanais sem redução de salários; -Fim do Fator Previdenciário; -Reforma Agrária; -Igualdade de oportunidade entre homens e mulheres; -Política de Valorização dos Aposentados; – 10% do PIB para Educação; -10% do Orçamento da União para a Saúde; -Ampliação do investimento público; -Regulamentação da Convenção 151, da OIT (convenção coletiva do funcionalismo público); – Ratificação da Convenção 158, da OIT (demissão imotivada); -Correção da Tabela de Imposto de Renda. 

A plenária da Federação foi precedida por palestras com José Silvestre Prado de Oliveira, coordenador de relações sindicais do Dieese, sobre conjuntura econômica e avanços conquistados pelo movimento sindical nos últimos anos, e com Benjamin N. Davis, diretor de relações internacionais da USW, o maior Sindicato da América do Norte, que falou sobre a importância da solidariedade internacional entre a classe trabalhadora, pois o ataque ao movimento sindical e aos direitos dos trabalhadores ocorre em todas as partes do mundo. 

 

Fonte: Mundo Sindical