Foi o maior crescimento mensal do faturamento desde fevereiro de 2011. Horas trabalhadas sobem 0,7%, mas emprego industrial tem queda

O faturamento da indústria e as horas trabalhadas na produção, indicadores relacionados com atividade industrial, registraram crescimento em agosto deste ano, o que indica, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que fez pesquisa com os empresários industriais, “recuperação da atividade”.

De acordo com relatório da entidade, o faturamento do setor industrial teve crescimento de 4,8% em agosto, na comparação com o mês anterior, o que configura a maior alta do índice desde fevereiro de 2011. Já as horas trabalhadas na produção avançaram 0,7% no mês retrasado, frente a julho, na maior alta desde fevereiro deste ano, acrescentou a entidade.

Segundo números da CNI, o faturamento avançou, em agosto, para 15 dos 19 setores industriais pesquisados, ao mesmo tempo em que as horas trabalhadas na produção avançaram em 11 deles. “Os primeiros impactos positivos de uma recuperação da atividade aparecem no faturamento da indústria”, observou a CNI.

Emprego industrial e uso do parque fabril

Apesar dos números positivos do faturamento e do ritmo da atividade industrial, o emprego registrou queda de 0,3% em agosto. Já o nível de uso do parque fabril, chamado de utilização da capacidade instalada, ficou estável em 80,9% em agosto – mesmo patamar de julho.

“A disseminação do crescimento do faturamento nos diversos setores industriais incentiva a reação das demais variáveis, como horas trabalhadas, utilização da capacidade instalada e emprego, que passam a seguir tendência de alta com alguma defasagem”, informou a CNI.

A flutuação no indicador de emprego perto da estabilidade pelo quarto mês seguido, por sua vez, aponta que o mercado de trabalho “ainda não seguiu o crescimento da atividade industrial”, informou a entidade. “O emprego é a variável que reagem com maior defasagem entre os indicadores de atividade”, explicou a Confederação Nacional da Indústria.

Acumulado do ano

No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, porém, os números da CNI mostram que a situação não é muito favorável. De janeiro a agosto, o faturamento da indústria avançou 3,7%. Neste mesmo período, as horas trabalhadas na produção recuaram 1,6% e o emprego industrial caiu 0,3%. Em todos os casos, são os piores resultados, para o período, desde 2009 – quando o país sentiu os efeitos da primeira etapa da crise financeira internacional.

Fonte: G1.com