Especialistas em RH alertam que é preciso saber qual a causa: falta de capacidade técnica ou questões afetivas e comportamentais?

Quem nunca se sentiu inseguro no trabalho que atire a primeira pedra. Seja pela inexperiência no início de carreira, nos primeiros dias de um novo emprego ou diante de uma decisão importante, ter receio é até natural. O problema é quando essa fragilidade passa a ser um empecilho para o bom desempenho do profissional na empresa ou simplesmente o impede de avançar. E combater esse sentimento depende de saber primeiro qual a sua causa: falta de capacidade técnica ou por questões afetivas e comportamentais?

Por incrível que pareça, o problema mais fácil de se resolver é aquele que está ligado à pouca qualificação, segundo explica a psicóloga e consultora em Gestão de Pessoas Janete Capel, que também é professora de graduação e pós-graduação. “Se o que falta é competência técnica, o profissional pode fazer cursos, estudar, praticar e buscar o conhecimento que lhe falta para reverter a situação. Mas quando se trata de um aspecto atitudinal, é mais difícil, porque a pessoa precisar mudar todo um comportamento”, esclarece a especialista.

A insegurança relacionada ao emocional é, na verdade, um sintoma de quem tem baixa autoestima. Esta pessoa, normalmente, não sente confiança nas suas atitudes, mesmo se for uma pessoa preparada, capacitada. Neste caso, o problema não atinge apenas a área profissional, mas se estende para a vida pessoal (entre familiares, amigos, no relacionamento amoroso). E com isso, vai acarretando perdas de diversas oportunidades ao longo da carreira e da vida.

CORREÇÃO

Para Janete Capel, mesmo sabendo que é inseguro, muitas vezes o profissional não percebe a dimensão dos prejuízos na rotina de trabalho. Não é por acaso que muitas empresas que têm uma equipe de gestão de pessoas mais atuante se encarregam de promover um processo de feedback junto aos funcionários, para que eles possam ter consciência de pontos que precisam e podem ser mudados.

A boa notícia é que, se houver empenho, é possível eliminar as inseguranças em curto e médio prazos. “Isso, é claro, em casos não muito traumáticos”, completa. Para tanto, é preciso que o profissional comece refletindo a respeito de sua própria situação. É preciso observar se os motivos que o levam a ser inseguro são reais (como a falta de uma especialização, por exemplo) ou se é uma criação de sua mente.

Com esse diagnóstico, fica mais fácil saber onde buscar a solução: em cursos, terapias ou outros métodos, conforme explica a psicóloga.

 
Fonte: O Popular