A desaceleração sazonal da indústria e da agricultura em novembro indicam que Goiás poderá fechar 2013 com uma geração de empregos um pouco menor do que a registrada em 2012. No mês passado, o saldo entre admitidos e demitidos foi de -8.397, fazendo o acumulado do ano ficar, pela primeira vez, abaixo de 2012.

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), divulgados ontem, mostram que, em novembro, foram criadas 52.826 vagas no mercado local, enquanto 61.223 foram extintas, gerando o déficit de 8.397 postos de trabalho. O acumulado do ano ficou em 83.191, contra 85.889 de 2012.

Os analistas, porém, indicam que o único setor que pode mudar a possível desaceleração da geração de vagas neste ano é o comércio. O aumento do movimento no varejo, graças à injeção do 13° salário, confere ao setor o destaque de ser o único a gerar vagas (temporárias) expressivamente nesta época do ano.

O presidente da Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio), José Evaristo, afirma que este é o momento que o setor mais contrata, porque as vendas mais do que dobra. “Durante todo o ano o setor puxou a oferta. Em dezembro não poderia ser diferente. Vamos fazer a diferença no resultado do Caged. Goiás vai fechar com crescimento em 2013 no que depender do setor”, garante José Evaristo.

Indústria e agricultura, tradicionalmente, mais demitem do que contratam entre outubro e dezembro. Na agricultura, a entressafra da cana, milho e soja faz que haja demissões em todo campo. A agroindústria, por sua vez, sofre reflexos desta sazonalidade da agricultura, diminuindo a produção e sua contratação.

A indústria, que durante o ano se colocou na dianteira da geração de empregos de Goiás, graças às vagas geradas pelo segmento farmacêutico, fechou novembro com um saldo de -4.331 postos de trabalho e a construção civil com -3.735. No acumulado, junto à construção civil, está em cerca de 29 mil vagas.

O País manteve o saldo de empregos dos últimos três anos para o mês de novembro, com um número positivo de 47,5 mil postos, mostrando estabilidade.

Fonte: O Popular