Goiás foi o quinto Estado que mais teve trabalhadores resgatados de condições análogas às de escravo em 2013, segundo informações do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Foram, ao todo, 133 empregados e, pela primeira vez no histórico das ações fiscais, mais da metade estava em meio urbano. A situação também se repetiu em todo o País – dos 2.063 resgatados, 1.068 foram encontrados nas cidades.

A construção civil foi a atividade com maior número de resgates no meio urbano no País – 849 pessoas. Em Goiás, a ação fiscal urbana foi realizada no Residencial Itavilly, no município de Itaberaí, em agosto e setembro do ano passado, que culminou na libertação de 70 trabalhadores de condições degradantes. Os outros casos foram registrados em duas fazendas, de Goiânia e de Jaraguá, e em carvoarias de Nova Crixás.

“Os números mostram que o uso de mão de obra análoga à de escravo tem se intensificado no meio urbano, onde temos aumentado as demandas, mas sem nos afastar do meio rural, onde já temos um histórico de enfrentamento”, afirma o chefe da fiscalização da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae) do MTE, Alexandre Lyra

De 2008 para cá, a quantidade de trabalhadores encontrados em situação análoga à de escravos em Goiás caiu gradativamente ano a ano, recuando 87%, segundo registros da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego .

Fonte: O Popular