A renda das famílias brasileiras está sendo cada vez mais comprometida com o pagamento de dívidas. Em 2015, a parcela dos rendimentos desembolsada com endividamentos bateu novo recorde, chegando a 46,3% em abril. O índice diz respeito à percentagem da dívida em relação à renda anual do trabalhador.

O novo índice é o maior já registrado pelo Banco Central em dez anos e é reflexo do aumento do financiamento imobiliário. Com a alta dos juros, os créditos concedidos acabaram ficando mais caros. Sem as dívidas com a casa própria, entretanto, os números melhoram, com queda de 27,73% para 27,61% em abril.

Mensalmente, o endividamento das famílias toma conta de 21,98% da renda, considerando as dívidas com crédito imobiliário. Sem o financiamento, a dívida, que era de 19,64%, caiu para 19,6% dos rendimentos.