Na comparação com o mesmo mês de 2011, a queda foi de 2%, o pior resultado desde 2009

Em agosto de 2012, o total do pessoal ocupado na indústria mostrou variação negativa de 0,1% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, após registrar acréscimo de 0,2% em julho, segundo o IBGE. Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral não registrou variação (0,0%), repetindo no trimestre encerrado em agosto o patamar do mês anterior, e permaneceu com o comportamento predominantemente negativo desde outubro do ano passado.

Na comparação com agosto de 2011, o emprego industrial mostrou queda de 2,0% em agosto de 2012, 11º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto e o mais intenso desde dezembro de 2009 (-2,4%).

O índice acumulado nos oito primeiros meses de 2012 apontou recuo de 1,4% frente a igual período do ano anterior. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos 12 meses, ao registrar -1,0% em agosto de 2012, prosseguiu com a trajetória descendente iniciada em fevereiro de 2011 (3,9%).

O principal impacto negativo sobre a média global foi observado em São Paulo (-3,2%). Vale citar também os resultados negativos assinalados por região Nordeste (-3,4%), Rio Grande do Sul (-2,8%), Pernambuco (-5,7%), Santa Catarina (-1,7%) e regiões Norte e Centro-Oeste (-1,5%). Por outro lado, Paraná (1,5%) e Minas Gerais (0,5%) apontaram as contribuições positivas sobre o emprego industrial do país.

Setorialmente, ainda no índice mensal, o total do pessoal ocupado assalariado recuou em 14 dos 18 ramos pesquisados, com destaque para as pressões negativas vindas de vestuário (-12,1%), têxtil (-7,0%), calçados e couro (-6,1%), meios de transporte (-3,4%), outros produtos da indústria de transformação (-3,7%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-3,1%), papel e gráfica (-3,4%), madeira (-7,2%) e metalurgia básica (-4,5%). Por outro lado, o principal impacto positivo sobre a média da indústria foi observado no setor de alimentos e bebidas (3,6%).

No índice acumulado nos oito primeiros meses de 2012, o emprego industrial permaneceu em queda (-1,4%), com taxas negativas em 11 dos 14 locais e em 13 dos 18 setores investigados. Entre os locais, São Paulo (-3,2%) apontou o principal impacto negativo no total da indústria, seguido por região Nordeste (-2,2%), Santa Catarina (-1,5%), Ceará (-2,8%), Rio Grande do Sul (-1,0%) e Bahia (-2,6%). Por outro lado, Paraná (2,8%) e Minas Gerais (1,0%) exerceram as maiores pressões positivas. Setorialmente, as contribuições negativas mais relevantes sobre a média nacional vieram de vestuário (-8,3%), calçados e couro (-6,3%), produtos de metal (-4,4%), têxtil (-5,5%), papel e gráfica (-3,9%), madeira (-8,5%) e borracha e plástico (-2,9%), enquanto os setores de alimentos e bebidas (3,8%), máquinas e equipamentos (1,7%) e indústrias extrativas (4,0%) responderam pelas principais influências positivas.

Número de horas pagas em agosto não varia em relação a julho

O número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, já descontadas as influências sazonais, repetiu em agosto de 2012 (0,0%) o patamar do mês imediatamente anterior. Vale destacar que o resultado do mês de julho (0,3%) havia interrompido quatro meses de taxas negativas consecutivas, que acumularam perda de 2,8%. Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral também repetiu no trimestre encerrado em agosto (0,0%) o patamar do mês anterior, após registrar comportamento predominantemente negativo presente desde abril último.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o número de horas pagas mostrou, em agosto de 2012 (-2,6%), a 12ª taxa negativa consecutiva nesse tipo de confronto. O índice acumulado nos oito primeiros meses do ano também apresentou resultado negativo (-2,1%), acentuando o ritmo de queda frente aos meses anteriores. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, ao assinalar recuo de 1,9% em agosto de 2012, permaneceu com a trajetória descendente iniciada em fevereiro de 2011 (4,5%).

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o número de horas pagas recuou 2,6% em agosto de 2012, com taxas negativas em 13 dos 14 locais e em 15 dos 18 ramos pesquisados. Em termos setoriais, as principais influências negativas vieram de vestuário (-13,1%), meios de transporte (-5,5%), têxtil (-6,0%), calçados e couro (-5,2%), outros produtos da indústria de transformação (-4,6%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-3,4%) e papel e gráfica (-3,9%). Em sentido contrário, alimentos e bebidas (2,7%), indústrias extrativas (2,7%) e produtos químicos (0,7%) assinalaram os resultados positivos nesse mês.

Entre os locais, ainda na comparação com agosto de 2011, São Paulo (-3,8%) apontou a principal influência negativa sobre o total do país. Outros impactos negativos vieram da região Nordeste (-3,5%), Rio Grande do Sul (-4,0%) e regiões Norte e Centro-Oeste (-2,7%). Por outro lado, Paraná (0,7%) exerceu a única contribuição positiva no total do número de horas pagas.

No índice acumulado dos oito primeiros meses de 2012, houve recuo de 2,1% no número de horas pagas, com 14 dos 18 setores pesquisados apontando taxas negativas. Os impactos negativos mais relevantes na média global da indústria foram verificados nos ramos de vestuário (-8,9%), calçados e couro (-6,3%), produtos de metal (-4,2%), têxtil (-4,9%), papel e gráfica (-4,1%), madeira (-8,3%), borracha e plástico (-3,2%) e metalurgia básica (-4,9%). Em sentido oposto, o setor de alimentos e bebidas (2,0%) exerceu a principal contribuição positiva sobre o total do número de horas pagas aos trabalhadores da indústria. Regionalmente, 12 dos 14 locais apresentaram taxas negativas, com destaque para o recuo de 4,1% registrado por São Paulo, seguido de região Nordeste (-2,0%), Rio Grande do Sul (-2,4%), Santa Catarina (-2,1%), regiões Norte e Centro-Oeste (-1,3%) e Bahia (-3,5%). Em contrapartida, Paraná (1,6%) e Minas Gerais (0,9%) assinalaram as taxas positivas no índice acumulado de janeiro a agosto de 2012.

Valor da folha de pagamento real avança 2,2% em agosto

Em agosto de 2012, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria ajustado sazonalmente avançou 2,2% frente ao mês imediatamente anterior, eliminando a redução de 1,1% registrada em julho último. Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral apontou expansão de 1,2% entre os trimestres encerrados em julho e agosto e interrompeu a trajetória descendente iniciada em abril último.

No confronto com agosto de 2011, o valor da folha de pagamento real cresceu 1,7% em agosto de 2012, 32º resultado positivo consecutivo nesse tipo de comparação. O índice acumulado nos oito primeiros meses de 2012 apontou avanço de 3,4% frente a igual período do ano anterior. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, ao crescer 3,2% em agosto de 2012, mostrou redução no ritmo de expansão frente aos 3,6% registrados em junho e julho últimos.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o valor da folha de pagamento real apresentou resultados positivos em 12 dos 14 locais investigados. As maiores influências sobre o total nacional foram verificadas em São Paulo (1,1%), Paraná (5,8%), Minas Gerais (3,3%), Rio Grande do Sul (3,6%) e Santa Catarina (3,5%). Em sentido oposto, as regiões Norte e Centro-Oeste (-2,2%) assinalaram o impacto negativo mais relevante nesse mês, influenciado especialmente pelo setor extrativo (-20,0%).

Setorialmente, ainda no índice mensal de agosto de 2012, o valor da folha de pagamento real no total do país cresceu em 10 dos 18 setores investigados, com destaque para alimentos e bebidas (10,0%), produtos químicos (5,1%), máquinas e equipamentos (3,1%), meios de transporte (1,1%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (2,4%), minerais não metálicos (3,3%) e outros produtos da indústria de transformação (3,4%). Por outro lado, indústrias extrativas (-7,1%), refino de petróleo e produção de álcool (-5,3%), vestuário (-4,1%) e calçados e couro (-3,6%) exerceram os maiores impactos negativos sobre o total da indústria.

No indicador acumulado nos oito primeiros meses de 2012, o valor da folha de pagamento real cresceu 3,4%, com taxas positivas em todos os 14 locais investigados, com destaque para Minas Gerais (7,2%) e Paraná (9,5%). Vale mencionar também as contribuições vindas da região Nordeste (5,3%), Rio de Janeiro (5,7%), regiões Norte e Centro-Oeste (5,4%), Rio Grande do Sul (3,8%) e Santa Catarina (3,7%).

Setorialmente, ainda no índice acumulado no ano, o valor da folha de pagamento real avançou em 13 das 18 atividades pesquisadas, impulsionado, principalmente, pelos ganhos vindos de alimentos e bebidas (8,2%), máquinas e equipamentos (6,8%), indústrias extrativas (10,1%), meios de transporte (2,3%) e minerais não metálicos (4,4%). Por outro lado, os setores de vestuário (-3,4%), calçados e couro (-3,1%), madeira (-4,6%) e têxtil (-2,0%) exerceram as maiores influências negativas sobre o total nacional.

Fonte: Jornal do Brasil