Empurrados com a barriga desde o mês de fevereiro, os empregados da Metalúrgica Rezende estão dispostos a cruzar os braços por aumento salarial

Quando o sindicato anunciou na tarde desta quinta-feira (22) que a empresa havia melhorado a contraproposta de aumento salarial da data base de 10% para 11%, os trabalhadores tiveram uma reação em efeito dominó: “chega de enrolação, vamos paralisar nossas atividades até que atendam o aumento que queremos”. 
 
Na assembleia realizada no dia 29 de abril, os empregados rejeitaram a oferta da direção da Metalúrgica Rezende de 10% de aumento. O sindicato da categoria tratou logo de solicitar a reabertura das negociações, mas a empresa não se manifestou. Indignados com a falta de respeito, os obreiros autorizaram o SindMetal-GO, a pedir uma mesa redonda na SRTE/GO, no entanto, a reunião ainda não foi marcada. 
 

Trabalhadores da Metalúrica Rezende em uma das reuniões das negociações de 2014
 
O acordo coletivo está vencido desde o dia 31 de março e provavelmente o salário referente ao mês de maio também não deverá ser pago com aumento. Compromissos vencidos, salários achatados e falta de perspectiva de uma atitude coerente por parte dos empresários levaram os trabalhadores a decretar estado de greve a partir desta sexta-feira, 23 de maio. 
 
A direção do Sindicato dos Metalúrgicos de Goiânia está comandando e orientando todo o processo desde o início da campanha salarial. O presidente da entidade, Roberto Ferreira garante que todas as medidas estão sendo tomadas para que não haja falhas na organização do movimento, caso a greve venha a se consumar. “Já esgotamos todas as possibilidades de diálogo, nas próximas horas serão realizadas assembleias com os interessados, a decisão que for tomada estaremos prontos para cumprir”, garante.
 
 
 Fonte: Núcleo de Jornalismo e Assessoria de Imprensa