Para ele, crescimento de 8,4% em relação a 2011 foi bom. Em 2011, com um PIB de 2,7%, comércio cresceu 6,7%

Num ano em que as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) começaram entre 3,5% e 4%, mas que terminou com o mercado apostando num crescimento de 1% ou menos, o comércio varejista em 2012 teve uma expansão de 8,4%, em relação ao ano anterior, segundo Pesquisa Mensal do Comércio nesta terça-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O crescimento do varejo foi ainda mais expressivo quando se compara o PIB de 2011, de 2,7%, com o crescimento de 6,7% do comércio em relação a 2010.

Nesse cenário, Reinaldo Pereira, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, considerou o índice bom, e ressaltou que o setor de serviços, no qual o comércio se incluiu, segurou a economia do país em 2012, junto com a agricultura.

 “A indústria fechou o ano em retração, a economia não cresceu tanto e as projeções de PIB são baixas. O comércio, no entanto, resistiu a essas situações, vem sobrevivendo e ajudando a sustentar a economia junto com agricultura”, disse.

Segundo Reinaldo, o bom resultado do comércio em 2012 foi garantido por uma política do governo de incentivo ao consumo através da redução de IPI para a linha branca, automóveis e móveis. Para o pesquisador, ajudaram ainda o desempenho do comércio a oferta de crédito generosa, com redução de taxas de juros, o aumento da renda do trabalhador e a estabilidade no emprego.

As compras de artigos de supermercados e de móveis e eletrodomésticos foram as que mais movimentaram o comércio varejista, tanto em dezembro como no acumulado do ano, mas em relação ao comércio varejista ampliado, no qual são incluídos na pesquisa do IBGE veículos e material de construção, foram os carros e os artigos de supermercados que puxaram as vendas.

Enquanto o comércio varejista teve alta de 8,4% no ano, em comparação a 2011, o ampliado registrou 8% de crescimento frente ao ano anterior. E se o volume de vendas em dezembro teve retração de 0,5% em relação a novembro, a receita acelerou para 0,2% na mesma comparação, mostrando os efeitos das altas de preços.

Fonte: G1.com