Agropecuária teve o maior crescimento, de 3,6%; indústria recuou 0,8%. Em valores correntes, o PIB alcançou R$ 1,204 trilhão.

A economia brasileira começou 2014 com uma expansão moderada ao registrar avanço de 0,2% no primeiro trimestre em relação aos três meses anteriores, com destaque para a agropecuária. Em valores correntes (em reais), a soma das riquezas produzidas no período chegou a R$ 1,204 trilhão. Os números foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (30).

Na comparação com o mesmo período do ano passado, o avanço do Produto Interno Bruto (PIB) foi de 1,9%. No acumulado em quatro trimestres encerrados no 1º trimestre de 2013, a atividade doméstica cresceu 2,5%.

O resultado deste trimestre veio em linha com as expectativas dos analistas, que estimaram um crescimento próximo de zero. A previsão do IBC-Br, que pretende ser uma “prévia” do PIB, mostrou uma expansão de 0,29% na atividade nesses três primeiros meses. Para o ano de 2014, a previsão de economistas do mercado financeiro é de uma alta de 1,63%, segundo o boletim mais recente divulgado pelo Banco Central. A expectativa do ministro da Fazenda, Guido Mantega, é um pouco mais otimista, ficando entre 2,3% e 2,5%. Em 2013, a economia cresceu 2,3%.

Agropecuária cresceu mais

Nos três primeiros meses do ano, a agropecuária cresceu 3,6% – depois de recuar 0,5% no quarto trimestre de 2013. Em relação ao primeiro trimestre do ano passado, o avanço foi menor, de 2,8%. De janeiro a março a março do ano passado, o setor havia mostrado expansão de 3,2%. 

O setor de serviços também avançou, mas em um ritmo menor que o da agropecuária. Em relação ao quarto trimestre do ano anterior, o avanço foi de 0,4%. Nesse período, a atividade havia registrado alta de 0,7%. Já na comparação anual, o avanço foi bem maior, de 2%. No primeiro trimestre de 2013, a alta do setor fora de 0,3%.

Já a atividade da indústria recuou 0,8%, influenciado pela queda na construção civil, de 2,3%, e  da indústria de transformação, que também teve baixa de 0,8%.

Esses números se referem ao último trimestre do ano passado. Nesta diulgação, os dados já consideram a alteração da pesquisa de produção industrial, que incorporou novos produtos, como tablets e biodiesel, e perdeu outros. Com isso, a série composta a partir de 2010 do PIB foi recalculada.

Fonte: G1