Hora de buscar novas oportunidades está ligada à falta de perspectivas profissionais na empresa

Você acorda para trabalhar, mas não tem vontade nenhuma de sair de casa? Quando começa o expediente, a única coisa que vem à cabeça é a hora de ir embora? Você adia sempre que possível as tarefas do dia a dia?

Se houve pelo menos um “sim” a essas perguntas, isso pode significar que chegou a hora de mudar de emprego. Gestores de carreiras são unânimes em dizer que a infelicidade é o mais importante sinal de que algo não vai bem no trabalho.

DECISÃO

Tomar uma decisão de mudar de emprego pode ser muito assustador, especialmente no mercado de trabalho atual. Contudo, às vezes esse é um esforço necessário.

Por mais que a pessoa se sinta realizada um dia, algo pode mudar e seu emprego pode deixar de ser perfeito de uma hora para a outra.

INSATISFAÇÃO

A gerente de planejamento de carreira da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Melina Graf, afirma que a insatisfação pode atingir a todos, independentemente do nível hierárquico ou da área de atuação, e tem duas origens: a falta de desafios para o funcionário e a inexistência de oportunidades para ele se desenvolver.

“O profissional percebe que tem de sair quando está desmotivado, seja porque está há muito tempo na mesma função sem perspectiva, já não agrega mais nada à empresa ou é deixado de lado em decisões importantes. Hoje, as pessoas querem sempre novas tarefas para superar. Falta de desafios e de crescimento são as maiores queixas de quem troca de emprego”, afirma.

PERSPECTIVAS

A consultora de RH da Catho Online Daniella Correa diz que a hora de buscar outras oportunidades está diretamente relacionada à falta de perspectivas de desenvolvimento profissional na empresa em que o trabalhador atua.

Melina diz que outros fatores também contam para esta decisão. É aqui que entram o peso do salário e a característica do ambiente de trabalho. Os especialistas ressaltam que o salário já não é mais o primeiro nem o segundo motivo para mudar de emprego, mas ainda faz diferença. “Às vezes a pessoa quer sair para ganhar mais porque o mercado está pagando mais. Se a empresa subvaloriza o empregado, é hora de ele procurar outra coisa mesmo; mas há quem fique em uma companhia, ganhando menos, porque o ambiente é bom”, afirma.

POTENCIAL

Daniella Correa diz que, ao deixar uma empresa, o profissional precisa comparar o potencial de crescimento no lugar em que está com aquele para onde pode ir.

Isto é, o profissional precisa conversar com colegas e superiores para tentar achar o real motivo de insatisfação, ao mesmo tempo em que analisa o andamento do mercado em que a empresa atua e as novas chances e benefícios que possam surgir.

Fonte: O Popular