A meta do governo é de 4,5% no ano, com teto de 6,5% e mínima de 2,5%

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (17) que “tem certeza” que a inflação vai fechar o ano dentro da meta. Segundo ela, a alta nos preços “vem caindo de maneira consistente” nos últimos meses e que a fase, agora, é de baixa da inflação.

A meta do governo é de 4,5% no ano, com teto de 6,5% e mínima de 2,5%. Em junho, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) desacelerou em relação a maio, fechando em 0,26%, ante os 0,37% do mês anterior, mas ultrapassou o teto no acumulado em 12 meses, que ficou em 6,7%. O teto da meta já tinha sido estourado em março (6,59%).

O boletim Focus, elaborado pelo Banco Central e que reúne projeções do mercado, aponta que o IPCA para este ano será de 5,80%.

Ela discursou durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o chamado Conselhão, no Palácio Itamaraty.

Disse que a pressão inflacionária é “fruto de algumas questões que não controlamos”. Citou, com isso, o “choque forte de oferta” que aconteceu, segundo ela, no início e no final do segundo semestre do ano passado e que “repercutiu fortemente” no primeiro semestre deste ano.

Dilma defendeu também a redução da carga tributária e a burocracia no governo. Sugeriu enxugamento de mecanismos de controle e fiscalização sem redução de sua eficácia.

“É incorreto falar em descontrole da inflação ou das despesas do governo. É desrespeito aos dados, à lógica, para dizer no mínimo. A informação parcial, da forma que muitas vezes é explorada, confunde a opinião pública e visa criar um ambiente de pessimismo”, disse a presidente. “O barulho tem sido muito maior que o fato”, completou.

O governo discute medidas de contenção fiscal para frear a alta dos preços.Com o mesmo intuito, o Banco Central elevou a taxa Selic (taxa básica de juros) para 8,5% na semana passada. A medida, no entanto, pode afetar ainda mais as perspectivas decrescimento da economia brasileira para o ano, que estão cada vez mais fracas.

“A inflação no Brasil ela vem caindo de maneira consistente nos últimos meses. O IPCA [Índice de Preços ao Consumidor Amplo, que mede a inflação segundo o IBGE] de maio foi menor do que o IPCA de abril. O de junho menor que o de maio. E o de julho deverá ser menor que o de junho e muito próximo de zero”, disse Dilma.

“Nós sabemos que a inflação no país tem um caráter ciclo-sazonal. Nós agora estamos na fase da baixa da inflação. Assim como tivemos em um momento de pressão inflacionária fruto de questões que não controlamos, em especial de um choque forte de oferta, que aconteceu na início e no final do segundo semestre do ano passado e repercutiu fortemente neste ano de 2013”, completou.

AJUSTE FISCAL

A presidente também defendeu, de acordo com os pactos lançados por ela em resposta às manifestações populares de junho pelo país, comprometimento com ajuste fiscal. Assegurou aos presentes, durante seu discurso, a “solvência financeira” e a “robustez fiscal” do Estado e descartou ampliação de gastos.

“Só podemos gastar aquilo que temos para gastar, que de que dispomos para gastar. Aquilo que não compromete o equilíbrio fiscal e o controle inflação.”

 

Fonte: Folha Online