Diversos trabalhadores que não iam receber salário e que deveriam ter ido trabalhar nem chegaram a ir para os canteiros de obras por causa da paralisação

A greve nas obras da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA), ganhou força nesta quinta-feira, 11º dia de paralisação, com a liberação de metade dos trabalhadores para receber o pagamento.

O CCBM (Consórcio Construtor de Belo Monte) esperava que 50% dos trabalhadores fossem hoje para os canteiros de obras. Operários afirmaram à Folha que diversos trabalhadores que não iam receber salário e que deveriam ter ido trabalhar nem chegaram a ir para os canteiros de obras por causa da paralisação.

Para evitar tumultos, o pagamento foi dividido em dois dias (quinta e sexta) desta vez. No mês passado houve confusão por causa de atrasos, o que resultou até mesmo em um operário detido. Hoje o pagamento foi tranquilo e sem atrasos.

Além disso, um acampamento do Sintrapav (Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada) continua montado na entrada da estrada vicinal que leva aos canteiros de obra.

O sindicato diz que não impede a entrada dos ônibus, mas o consórcio e até operários afirmaram que integrantes do sindicato interpelam os trabalhadores no local e falam para eles não irem trabalhar.

Mesmo tendo sido decretada ilegal pela Justiça do Trabalho no último dia 25, o Sintrapav manteve a greve, sob pena de multa diária de R$ 200 mil. Eles deveriam ter voltado ao trabalho ontem, mas descumpriram ordem judicial.

Os grevistas têm duas reivindicações: aumento no vale-alimentação, de R$ 95 para R$ 300, e diminuição no intervalo entre as folgas para visitas às famílias, de seis meses para três.

Fonte: Folha.com