Apesar do governo divulgar que o mercado de trabalho vive um cenário de muitas contratações trabalhistas e que a taxa de desemprego no Brasil está controlada, não é essa a realidade dos trabalhadores metalúrgicos da grande Goiânia.

Dados apurados pela assessoria econômica do SindMetal-GO mostram que a taxa de demissões só aumenta a cada ano (confira gráfico abaixo). Em 2010 foram 4.106 demissões na capital e nos municípios da base de representação da entidade. Já o ano de 2014 fechou com 6.120 demissões homologadas, um aumento de quase 50% nos últimos cinco anos.

Um dos fatores que contribuem para o índice ascendente é a baixa qualificação da mão de obra, o que proporciona forte rotatividade no mercado. “É preciso que o governo se preocupe em investir na qualificação, permitindo ao metalúrgico construir carreira na área. Como isso não acontece atualmente, a rotatividade é muito alta” avalia o presidente do sindicato, Roberto Ferreira.

O dirigente sindical também destaca o arbítrio praticado pelos empresários que demitem os empregados de forma imotivada. Além disso, o setor de serviços prevalece sobre o setor fabril na região metropolitana de Goiânia. Isso faz com que muitos empresários terceirizem a mão de obra, restringindo a oferta de emprego à categoria metalúrgica.