Dados da Fundação Seade e do Dieese mostram que a taxa de desemprego em sete regiões metropolitanas do Brasil apresentou uma sequência de três meses de alta, tendo fechado março em 10,8%, ante 10,1% registrado em fevereiro

O fraco desempenho da indústria voltou a mostrar seus efeitos no mercado de trabalho em sete das principais regiões do País em março. Dados da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostram que a taxa de desemprego em sete regiões metropolitanas do Brasil apresentou uma sequência de três meses de alta, tendo fechado março em 10,8%, ante 10,1% registrado em fevereiro. No mês de março, essas regiões somaram 175 mil pessoas a mais no grupo de desempregados, estimado em 2,423 milhões no mês.

Somente o setor industrial fechou 53 mil postos de trabalho, resultando em uma queda de 1,8% no nível de ocupação do setor na comparação com fevereiro. A baixa também se confirmou no confronto com março de 2011, quando foi computada queda de 2% na ocupação industrial, com 59 mil vagas a menos. Segundo a economista do Dieese Ana Maria Belavenuto, esse movimento de queda na ocupação na indústria foi observado em seis das sete regiões perante fevereiro, com exceção de Porto Alegre.

Indústria

O setor industrial enfrenta problemas de competitividade com produtos importados mais baratos e câmbio desvalorizado. O coordenador da pesquisa da Seade, Alexandre Loloian, disse estar otimista em relação à solução dessas questões. Na avaliação dele, o governo está tendo sucesso no controle do câmbio e no problema de competitividade, com concorrência desleal de produtos importados.

Mas o problema de emprego nas sete regiões também foi acompanhado pela Construção Civil, setor em que a ocupação caiu 2,5% na passagem de fevereiro para março, com fechamento de 35 mil postos de trabalho.

Pelo lado positivo, o setor de Serviços, que responde por mais de 50% dos empregos destas regiões, gerou 23 mil postos, levando a um ligeiro crescimento de 0,2% no nível de ocupação em março na comparação com fevereiro.

Fonte: O Popular