O desaquecimento da economia começa a provocar demissões na construção civil e pesada. Ajuste fiscal, Operação Lava Jato, inflação alta e falta de repasses de verbas, principalmente do governo federal, foram os motivos pontuados para redução de vagas em Goiás. Somente em parte das obras da BR-153 e da Ferrovia Norte-Sul foram 797 trabalhadores demitidos este ano. Quanto à geração de empregos nos próximos meses, representantes do setor são pessimistas.

Como resultado, o que se vê é ritmo lento ou até mesmo obras paradas. No Estado, a construção do Centro de Convenções de Anápolis parou por falta de repasse do governo estadual. O ritmo da compra de materiais caiu e, nos últimos nove meses, foram 600 trabalhadores demitidos, conforme o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Anápolis.

Somente na construção civil, os dois primeiros meses do ano acumularam 13.380 desligamentos e foram fechadas 564 vagas em fevereiro no Estado quando a atividade econômica foi a de pior índice de contratação, segundo dados do Caged, do Ministério do Trabalho. Cenário considerado bem diferente do “apagão de mão de obra” vivido no ano passado.

No Brasil, o saldo entre demissões e contratações ficou negativo em 30,9 mil trabalhadores com carteira assinada, segundo pesquisa do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) em parceria com a Fundação Getulio Vargas. Isso já havia sido justificado pelo ministro do Trabalho, Manoel Dias, como reflexo da Operação Lava Jato da Polícia Federal, o que não é consenso entre empresários e representantes do setor.

Fonte: O Popular