Apesar de já estar acostumada a enfrentar as arbitrariedades praticadas pelas empresas contra seus empregados, vez ou outra a diretoria do sindicato se surpreende com a capacidade dissimulada de alguns empresários que dizem cumprir a convenção coletiva, quando na verdade dificultam o acesso dos operários aos direitos garantidos no dispositivo. É o caso da Cruzeiro Elaboração de Produtos Diversificados Ltda.

A empresa diz que fornece o lanche da tarde – direito previsto na convenção há mais de quinze anos – mas só permite que os empregados se alimentem após o expediente, que encerra às 17h30. Para piorar, é preciso que eles se desloquem até as dependências de outra empresa, distante cerca de 500 metros. Uma via crucis diária para ter acesso a um simples pão com manteiga. Detalhe: o café da manhã, que também é garantido na convenção, não está sendo servido.

Para completar a “trindade das irregularidades, a empresa não paga o prêmio de assiduidade e pontualidade aos empregados. Prevista na CCT há mais de vinte anos, a cláusula sétima já faz parte do “velho testamento” da convenção, mas a Cruzeiro finge que desconhece. Não tem problema, o sindicato lembra a reza: enviamos um ofício à empresa. Caso a situação não seja resolvida amigavelmente, a justiça trabalhista será acionada.