Em 2013, a economia goiana passou por altos e baixos, refletiu alguns resultados negativos que ocorreram em âmbito nacional, mas também contribuiu positivamente para que o País não tivesse índice tão fracos, como foi no caso dos empregos. Em Goiás não houve resultado negativo em nenhum setor, considerando-se comércio e serviços, indústria e agropecuária. A produção industrial, considerando o período de janeiro a outubro de 2013, cresceu 4,3%; na agropecuária, houve crescimento de área plantada de 4,8% e aumento no valor bruto da produção de 4,98%, que significou R$ 31,6 bilhões. O comércio tinha a expectativa de fechar o ano com um crescimento de 5% em relação às vendas de 2012, mas, após o Natal de vendas fracas, os cálculos foram refeitos e não se espera mais do 4%.

Segundo o balanço do presidente da Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio) José Evaristo dos Santos, em 2013 o comércio teve um volume de vendas bem moderado ante ao que era esperado desde o ano passado, devido principalmente à política do governo federal. Evaristo ressaltou que a velocidade de crescimento deste ano foi menor que a do ano passado, quando tivemos uma alta de 9,2%, e este ano a expectativa era de fechar entre 5% e 5,5%. Em Goiânia, o endividamento das famílias foi um pouco mais alto, mas aceito, considerando o comprometimento da renda, que ficou em 30,5% em dezembro. “É situação confortável que permite aumentar um pouco mais o consumo”, lembra ele. Segundo a pesquisa realizada pela Fecomércio, o ano fechou com 198 mil famílias endividadas na capital, enquanto no mesmo período de 2012 eram pouco mais de 174 mil. A preocupação dos empresários do comércio para 2014 é quanto à política de governo para o exercício do próximo ano. “Teremos as obras iniciadas finalizadas? Goiânia, que não será sede, terá algum tipo de benefício, vamos receber turistas, tudo isso é uma incógnita”, completa Evaristo.

Questionado sobre as perspectivas de mais um ano de crise econômica, o presidente da Fecomércio diz que o Brasil tem conhecimento de causa em crise, uma reserva cambial muito boa, a taxa de câmbio ainda continua sob controle, “o problema é se disparar”, diz. O consumo interno no primeiro semestre foi ruim; no segundo, foi melhor e mais significativo que o mesmo período do ano passado. Para não desaquecer as vendas, as promoções de Natal começaram em novembro; assim, foram quase dois meses de ofertas, que devem se estender até fevereiro, para esgotar os estoques.

Porém, Evaristo, assim como os outros representantes das federações goianas, relata que a falta de infraestrutura, que permita uma logística adequada e barata dos produtos fabricados no Estado, deixa a produção goiana e brasileira menos competitiva devido ao preço, o que é um dos problemas mais sérios que afetam o Estado e o Brasil. “Em Goiás não temos um aeroporto de carga ainda funcionando, o de passageiros deixa a desejar. São poucas as rodovias duplicadas. Pagamos carga tributária absurda para ter um produto na mesa de modo geral. O governo está mais preocupado com a conta social está esquecendo o investimento”, resume.

O presidente da Fecomércio diz que início do ano é sempre um mês preocupante. Principalmente para as famílias que têm compromissos escolares, dívidas assumidas durante o final de ano, Natal, Ano novo, por isso costuma muito subir o endividamento nos primeiros três meses do ano. O faturamento tem redução e, na tentativa de fazer compensação, as empresas fazem liquidações de fim de ano, janeiro e fevereiro, e vão tentar segurar o faturamento dessa forma.

Fonte: O Hoje