Levantamento da Proteste — Associação de Consumidores mostra que muitas vezes o barato pode sair caro no que se refere aos planos de saúde e é preciso analisar bem na hora de contratar um convênio. Apesar do custo da mensalidade dos que exigem pagamentos complementares dos associados ser, em média, 50% a 60% menor do que a dos planos tradicionais — segundo estimativa de corretores do mercado — , a parte que o segurado paga em cada procedimento ou consulta pode não compensar e até mesmo pesar no bolso do consumidor.

Segundo a associação, esses valores chegam a R$ 75 para exames, ou até 50% em cima do valor das consultas. O principal problema, segundo o pesquisador da Proteste Rodrigo da Silva Alexandre, é que, para determinados procedimentos, como coleta de sangue, serão cobradas taxas de coparticipação em cada item do pedido médico, como colesterol e glicose. “Ao fim de um mês, o barato pode sair caro. Muitos consumidores podem deixar de realizar determinado procedimento com medo de onerar a fatura por não saber o quanto vai pagar”, afirmou.

O ideal, na opinião de Alexandre, é pesquisar preços de planos integrais e migrar para outra cobertura. “Principalmente idosos e pessoas com doenças pre-existentes devem evitar os coparticipativos. A chance de necessitarem de um plano com frequência é muito maior que o público mais jovem”, emendou.

Fonte: O Popular