Esse resultado representa uma melhora de 2,6 pontos em relação a julho

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) fechou o mês de agosto na marca de 52,5 pontos. Esse resultado representa uma melhora de 2,6 pontos em relação a julho. No mês passado, o índice ficou em 49,9 pontos, pior resultado desde abril de 2009. Ou seja, apesar de o Icei de agosto ter melhorado em relação a julho, é o segundo mais baixo desde que começaram a ser percebidos os efeitos da crise de 2008. O Icei deste mês foi divulgado nesta sexta-feira, 16, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Embora o índice de agosto seja o segundo mais baixo desde a crise econômica de 2008, o crescimento de 2,6 pontos 'é importante para a retomada da economia', avaliou a CNI. A confederação destaca que o aumento da confiança do empresário da indústria se deu em todos os tamanhos de empresa, com destaque para as de grande porte, nas quais o Icei atingiu 53,2 pontos.

Entre os três segmentos da indústria, o de transformação ainda mostra o nível de confiança mais baixo, com 51,9 pontos. A indústria extrativa apresenta o Icei mais elevado, com 53,5 pontos. O indicador da indústria da construção ocupou posição intermediária, com 52,9 pontos.

As expectativas dos empresários da indústria para os próximos seis meses também melhoraram, atingindo 56,9 pontos em agosto, ante 54,4 pontos, no mês passado. Sobre as condições atuais da economia, as avaliações dos empresários industriais atingiram 43,7 pontos, ante 41,1 pontos, em julho. O Icei de agosto foi elaborado a partir de consultas a 2.513 empresas entre os dis 1 e 13 deste mês, sendo 901 empresas de pequeno porte, 988 médias e 664 grandes.

O Icei varia de zero a cem pontos. Valores acima de 50 pontos indicam empresários confiantes e com expectativa otimista. O Icei é composto por um conjunto de itens: avaliação das condições atuais sobre a economia brasileira e em relação à empresa, considerando o horizonte dos últimos seis meses; além de expectativas para os próximos seis meses também em relação à economia brasileira e à empresa.

Fonte: Diário da Manhã (GO)