Graduação, cursos de qualificação e experiência profissional. Existem pessoas que acreditam que esse tripé seja a base para estar empregado ou mesmo alçar novos voos. Mas o mercado de trabalho está em busca de profissionais que possuam competências e habilidades específicas para cada área. É aí que entra o termo empregabilidade.

É como você fosse um produto que será oferecido ao mercado. Qual o seu valor no mercado de trabalho? Ou seja, quais as razões que justificam o desejo de uma empresa em ter você como parte de seu quadro de funcionários. Na prática, são suas competências que vão abrir as portas para você e criar novas oportunidades. A ideia é perceber que está seguro quem é empregável.

PERFIL

A psicóloga e docente do Instituto de Pós-Graduação (IPOG) de Goiânia, Mara Suassuna, explica que a empregabilidade está longe de ser uma receita de bolo. Cada área e prática profissional vão necessitar de um perfil de habilidades e competências. Um autônomo, exemplifica, precisa trabalhar sua resiliência e autoestima. Por outro lado, o funcionário de uma empresa precisa desenvolver a obediência.

Também dentro deste viés, ela lembra que o profissional precisa adaptar o currículo a ser enviado para cada empresa. “O candidato não pode pegar o mesmo currículo e enviar para 30 empresas diferentes”, diz.

Ela explica que é necessário identificar o perfil da empresa (missão, valores) para confeccionar um currículo específico. Em função disso, um profissional com alto nível de empregabilidade é aquele que está apto a mudanças e atualização profissional. Por isso, o ideal é preparar-se para exercer novas funções.

Muitas vezes, explica Mara, há um abismo entre o perfil do profissional e o da empresa. Cabe ao profissional fazer uma leitura da mão de obra do mercado, trabalhar o autoconhecimento e identificar aspectos de sua personalidade. “As empresas também precisam conseguir reter esse talento. Muitas empresas estão trabalhando com modelo de gestão antigo, mas querendo trabalhar com novos profissionais. Não costuma dar certo. As pessoas hoje querem ter suas ideias valorizadas, vão além da questão salarial ou benefício”, pontua.

Existem algumas peças-chave para melhorar seu nível de empregabilidade. Ampliar sua capacidade de comunicação e dominar outro idioma, por exemplo, é pré-requisito indispensável para fazer parte do atual mercado de trabalho.

Faça constantes atualizações profissionais e desenvolva seu networking. A rede de relações sociais o torna conhecido dentro e fora do ambiente de trabalho. Cultivar relacionamentos é importante para conquistar empregos, ideias e sugestões. Mara Suassuna observa que os itens dizem respeito a aspectos comportamentais.

Fonte: O Popular