As vendas do comércio varejista cresceram menos em Goiás no ano passado. Até o mês de novembro, em 2012, as vendas haviam avançado 9,7%. No ano passado, o resultado no acumulado dos primeiros 11 meses, alcançou apenas 4,4%, menos da metade do ano anterior.

Os dados são da pesquisa mensal do comércio, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia de Estatística (IBGE), que mostrou que Goiás no mês de novembro – que tradicionalmente é um mês fraco no comércio, teve aumento de 7,7% no volume de vendas nominais diante da alta de 9,5% obtida em 2012. Em 12 meses o crescimento é de 4,2%, também inferior aos 9,3% registrados no mesmo período em 2012.

Na comparação com os números nacionais, Goiás está entre em faixa intermediária, não teve resultados espetaculares, mas também não somou números negativos. Em novembro, o Brasil teve um aumento de 7% nas vendas nominais – sem considerar a inflação-, no ano acumulou alta de 4,3% e em 12 meses reajuste de 4,4%.

A receita nominal referente a novembro também calculada pelo IBGE, em Goiás, teve um crescimento de 13,4%, no Brasil o índice foi um pouco maior, de 13,8%. Segundo o superintendente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Goiânia (CDL/Goiânia) Marco Antonio Milharci, apesar do mês morno, no ano passado houve uma injeção de R$ 1,3 bilhão do 13º salário na economia goiana, que foram gastos prioritariamente com móveis, eletrodomésticos e milhares de postos de trabalho foram criados. “Muitas pessoas adiantaram a compra do televisor para ver a Copa do Mundo”, explica.

Os grupos que tiveram destaque na pesquisa em novembro foram: eletrodomésticos com alta de 12,1%; tecidos,calçados e vestuário com 14,2%; artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos com 21% e Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação com 41,8%.

O superintendente executivo da Associação Goianos dos Supermercados (Agos), João Bosco de Oliveira, diz que em novembro os consumidores já estão se preparando para as férias e para a volta às aulas por isso, o aumento nas vendas nesses grupos. “É uma questão sazonal”, afirma. Porém ele discorda do número do IBGE e aponta que uma pesquisa da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) mostrou que no 11º mês de 2013 houve um aumento de 3,2% nas vendas dos supermercados goianos. “O ruim da pesquisa do IBGE é que ela é mais focada no segmento hipermercado, que concentra 40% das vendas na mercearia e 60% no eletro, perfil diferente dos médios e pequenos estabelecimentos”, afirma. João Bosco diz ainda que mesmo com a economia desaquecida as pessoas não deixam de comprar.

Ampliado

Segundo a pesquisa do IBGE, o volume de vendas no comércio ampliado teve uma alta de 7,3% em novembro, enquanto em outubro a queda foi de 2,3%. Mesmo com grande diferença entre os dois índices no acumulado do ano e em doze meses, as vendas se mantiveram com aumento de 5,5%. A receita ampliada também cresceu 8,6% em novembro, enquanto no ano o avanço registrado foi de 9,7%, em 12 meses a elevação acumulada foi de 9,3%.

Fonte: O Hoje