O grupo da Educação pesou mais este ano (6,83%) do que no ano passado (5,66%), principalmente por causa do reajuste de 11,73% nas mensalidades do ensino fundamental (contra 9,29% em janeiro de 2013). O ensino médio também ficou mais caro 11,91%. A surpresa foi para os artigos básicos de papelaria, que só aumentaram 0,77%.

O consumidor também enfrentou no mês passado, como de costume, o aumento da mão de obra doméstica (6,79%), por causa do reajuste do salário mínimo. Com isso, uma série de outras despesas pessoais que fazem parte da cadeia de serviços também foi impactada, como cortes cabelo feminino (5,90%) e masculino (2,69%).

No transporte, o goianiense não teve como fugir da alta dos combustíveis. Os três tipos foram reajustados em janeiro: gasolina (3,62%), etanol (2,78%) e diesel (3,60%). Em 12 meses, os produtos já acumulam alta de 12,49%, 21,31% e 10,68%, respectivamente. Eles também provocam um impacto em cadeia, já que influenciam no transporte de todos os tipos de cargas e no deslocamento das pessoas.

ALÍVIO

Fevereiro deve ser mais ameno para o bolso do goianiense, segundo estimam os estudiosos do IMB. Historicamente, é um mês de baixa inflação, porque não costuma sofrer pressão de qualquer um dos grupos.

Não há reajuste de tarifa pública programado, as mensalidades escolares se mantêm estáveis e os alimentos não devem sofrer altas significativas. A exceção é para os combustíveis, que deve continuar encarecendo nos próximos meses.

Fonte: O Popular