108 milhões de consumidores integram a classe média brasileira, que gastou R$ 1,17 trilhão em 2013

A classe média brasileira, formada por 108 milhões de consumidores que movimentaram R$ 1,17 trilhão em 2013, dá mais valor a marcas, preço e qualidade do que consome hoje em relação há um ano.

Sete em cada dez se preocupam mais com qualidade e preço, 57% deles dão mais atenção às marcas e 51% pesquisam mais preços hoje. O consumo nessa faixa cresceu 6,4% (descontada a inflação) em relação a 2012.

Comportamentos como esses foram revelados no estudo Faces da Classe Média, feito pela Serasa Experian e pelo Data Popular, que mapeou os diferentes perfis de consumidores da classe C.

Estão nessa faixa famílias com renda per capita de R$ 320, 01 a R$ 1.120, segundo critérios estabelecidos pelo governo. De cada R$ 100 gastos nessa classe, R$ 46 foram no Sudeste, onde está a maior concentração desses consumidores. A classe C movimenta 58% do crédito no Brasil.

“Se esse contingente de pessoas formasse um país, ocuparia o 18º lugar no ranking das 20 nações com maior consumo do mundo”, declarou o presidente da Serasa Experian, Ricardo Loureiro.

A previsão é que a classe média chegue a 125 milhões em 2023, ou 58% da população. Hoje, representa 54%. “É uma classe que não pode ser entendida e tratada de uma só forma”, diz Renato Meirelles, do Data Popular.

SEGMENTAÇÃO

O estudo segmenta esses consumidores em quatro grupos com comportamentos distintos: batalhadores (39%), experientes (26%), promissores (19%) e empreendedores (16%).

Quanto mais experiente esse consumidor, mais propenso está a optar por qualidade e preço. Esse grupo é formado na maior parte por autônomos, com hábitos mais conservadores e ensino fundamental completo.

No grupo de “empreendedores” estão os que dão mais valor a marcas, valorizam a política do “faça você mesmo” e acessam mais a internet. “É como se fosse a classe A da classe C”, compara Renato.

Entre os “batalhadores”, o que ganha destaque na hora de consumir é o preço e a relação “custo-benefício”. Trabalham com carteira assinada, parcelam as compras e estudam para prosperar.

Os “promissores” consideram mais a marca do que o preço. São mais inexperientes com o crédito (metade já passou por descontrole financeiro) e estão mais próximos aos jovens que integram a turma do chamado “rolezinho”.

Fonte: O Popular