O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi sabatinado, na tarde desta quarta-feira, 26 de agosto, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal. Indicado pela presidente Dilma Rousseff a mais um mandato de dois anos à frente da Procuradoria Geral da República (PGR), o chefe do Ministério Público (MP) precisa ter o nome aprovado pelo plenário.

À frente das investigações da Operação Lava-Jato, que trata do esquema de corrupção que atuava na Petrobras, Janot teve de enfrentar, dentre os 27 senadores que compõem a CCJ, dez parlamentares investigados: Romero Jucá, Valdir Raupp, Edison Lobão, Benedito de Lira, Ciro Nogueira, Humberto Costa, Gleisi Hoffmann, Antonio Anastasia, que são titulares da comissão, e Fernando Collor de Mello e Lindbergh Farias, suplentes.

Durante a sabatina, Collor, denunciado em um dos processos da Lava-Jato por corrupção e lavagem de dinheiro, fez acusações a Janot, questionando o procurador sobre um aluguel, no valor de R$ 67 mil, de um imóvel sem alvará, e de advogar quando já estava nos quadros do MP.

Até o fechamento da matéria, a sabatina ainda estava sendo realizada na Casa e a votação não havia sido feita.