Produtos acumulam elevação de 14,87% em 12 meses, maior índice do País

Com 14,87% de aumento no acumulado dos últimos 12 meses, o custo da cesta básica de alimentos do goianiense acumula maior alta entre as 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Na variação mensal,  a Pesquisa Nacional de Cesta Básica apresentou retração de 2,2% no mês de abril, mas no primeiro quadrimestre de 2011  teve elevação de 1,09%. No mês, Goiânia acompanha o resultado da maioria das outras cidades,  14 delas tiveram redução no índice. Salvador se destacou com redução de 7,87%, vindo em seguida Recife (3,69%) e Aracaju (3,36%). A capital ficou em 10º no ranking.

O produto que mais influenciou para a queda na maioria das cidades foi o tomante, com exceção de Porto Alegre que apresentou alta de 4,67%, em todas as outras capitais houve baixa de preço. Em Goiânia, ficou 21,88% mais barato. Outros itens também tiveram o valor reduzido, como a  banana (4,21%), a manteiga (2,81%), o arroz (1,12%) e a carne (0,83%). O preço do óleo de soja permaneceu estável. Segundo o departamento, o que contribuiu para as baixas foram os fatores climáticos que favoreceram a produção desses alimentos.

Embora o resultado no mês tenha tido redução, alguns itens que compõem a cesta se destacaram pelo aumento. Caso da batata que teve elevação de 9,09%. Mas esse não foi um fato exclusivo de Goiânia. Todas as localidades registraram aumento. Em Curitiba, a expansão no valor do produto foi de 43,41.  O leite (3,83%), café (3,345), açúcar (0,99%), farinha de trigo (0,66%) e o feijão (0,62%) foram outros produtos que tiveram alta.

Salário
Segundo o Dieese, em abril, o valor mínimo que o trabalhador precisaria receber para suprir as despesas seria de R$ 2.255,84, bem acima do salário mínimo oficial, que é de R$ 545. Para aquirir os itens relacionados da cesta, o goianiense precisou trabalhar 95 horas e 44 minutos. 

Para os consumidores a baixa não veio a contento. “Toda vez que venho ao supermercado tenho que diminuir um produto para que as compras caibam no orçamento”, explica a técnica de enfermagem Alessandra Faria. Ela diz que não tendo tempo para fazer pesquisa de preço, sai perdendo em fazer a compra de uma vez só. “É importante fazer a pesquisa ou deixar para fazer as compras picada, porque dá para aproveitar um pouco mais as promoções”, acredita.

Tendência
O preço médio da cesta básica caiu em abril, na comparação com março, em 14 das 17 capitais brasileiras pesquisadas pelo Dieese. Os maiores aumentos foram em Porto Alegre (1,34%), Florianópolis (0,91%) e São Paulo (0,35%). As maiores reduções ocorreram em Salvador (-7,87%), Recife (-3,69%) e Aracaju (-3,36%), exatamente as três cidades onde o recuo superou os 3%. 

Segundo o Dieese, em outras quatro capitais, a queda superou os 2%: Fortaleza (-2,86%), João Pessoa (-2,53%), Natal (-2,32%) e Goiânia (-2,22%).  Entre janeiro e abril, 15 das 17 localidades pesquisadas acumulam aumento de preços. As maiores variações foram registradas em Brasília (6,27%), Florianópolis (6,05%), Vitória (5,83%), seguidas por Aracaju (5,69%) e Rio (5,15%).

 

Fonte: Diário da Manhã