Greve organizada por sindicatos atinge São José, Jacareí e Caçapava

Cerca de 15 mil trabalhadores estão em greve em três cidades do Vale do Paraíba nesta sexta-feira (30), Dia Nacional de Paralisações, segundo balanço preliminar do Sindicato dos Metalúrgicos.

Segundo o sindicato, trabalhadores paralisaram atividades em 14 fábricas de São José dos Campos Jacareíe Caçapava. Em algumas, como a General Motors, as portarias estão bloqueadas, mas o movimento segue pacífico e poucos funcionários se concentram nos locais.

Além do Sindicato dos Metalúrgicos, também participam do movimento outras classes sindicais, como correios, químicos e aposentados. Entre as reivindicações das categorias estão a redução da jornada de trabalho, fim do fator previdenciário, equiparação salarial entre homens e mulheres e campanha salarial.

Na GM, as entradas foram impedidas pelo Sindicato desde a meia-noite. Pela manhã, representantes do sindicato estão no local e o movimento de trabalhadores é pequeno. Muitos chegam ao local e acabam retornando para casa devido à greve. Ao todo, 6.600 funcionários da empresa aderiram ao movimento nesta sexta-feira, de acordo com o sindicato.

“A parada foi decidida em assembleia anterior. Na GM ela deve acontecer o dia todo, mas também depende de fábrica para fábrica. O movimento pretende parar 70% das empresas, entre 20 e 22 mil trabalhadores”, informou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Antônio Ferreira de Barros 'Macapá'.

Em São José, trabalhadores de empresas como Revap e Avibras estão com atividades paradas nesta manhã. Na zona sul da cidade, cerca de 200 pessoas fecharam parcialmente o acesso ao bairro Chácaras Reunidas, onde se concentram empresas de pequeno porte. A Polícia Militar esteve no local e informou que a manifestação não teve conflitos e ocorreu de forma pacífica. Em Jacareí, funcionários da Parker também aderiram ao movimento. Nenhuma manifestação interfere nas rodovias da região nesta manhã.

Para o trabalhador da GM, Samuel de Souza, de 46 anos, também é preciso pensar outras formas de manifestações para reivindicar direitos da categoria. “Acho válida a greve, mas tem que parar outras empresas também. Precisa de outros meios de protesto e os trabalhadores não podem perder o dia, porque aí não tem vantagem”, disse.

 

FonteG1