Quatro centrais sindicais – UGT, Força Sindical, CTB e Nova Central – devem se reunir com Michel Temer (PMDB) nesta terça-feira, 26 de abril, em Brasília. Os sindicalistas vão pedir ao vice-presidente que, no caso de um eventual governo, os atuais direitos trabalhistas sejam mantidos e que nenhuma mudança seja adotada para favorecer os empresários em detrimento dos assalariados.

O projeto de terceirização aprovado na Câmara, que permite que todo trabalhador celetista seja terceirizado, é uma das maiores preocupações das centrais. Além disso, os sindicalistas também vão pedir que as medidas de ajustes fiscais não afetem exclusivamente os trabalhadores.

Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, o presidente da UGT, Ricardo Patah, afirmou que vai cobrar muito do governo Dilma, caso o impeachment não seja aprovado, ou do possível governo Temer. “Numa administração ou na outra, vamos continuar vigilantes e fazendo reivindicações, pois vamos passar ainda por situações complexas e difíceis”, disse.