A Força Sindical, a Contraf-CUT e o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes consideram a redução

As centrais sindicais criticaram nesta quarta-feira (18) a decisão do Banco Central de reduzir em 0,75 ponto percentual a taxa básica de juros, a Selic. A decisão de hoje baixou a taxa de 9,75% para 9% ao ano.

A Força Sindical, a Contraf-CUT e o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes consideram a redução “insuficiente” e que o comitê deveria reduzir mais os juros para auxiliar na geração de empregos e na retomada do desempenho positivo da indústria.

Para Contraf-CUT, (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) afirma que ainda há espaço para maior redução da taxa para uma aproximação dos níveis internacionais.

“É imprescindível forçar o sistema financeiro nacional a também baixar o spread e suas taxas de juros. Embora a nova queda da Selic seja um passo positivo, o Brasil continua com uma das maiores taxas de juros do mundo”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

A Força Sindical lamentou em nota a redução “extremamente tímida” da Selic. “Entendemos que, com esta queda conta-gotas, o Banco Central perdeu uma ótima oportunidade para fazer uma drástica redução na taxa de básica juros, que poderia funcionar como um estímulo para a criação de novos empregos e para o aumento da produção no país”, reclama Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical.

Para o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, o Copom não entendeu a mensagem do movimento sindical e empresarial e dos apelos da própria presidente Dilma para que os bancos coloquem os juros e spreads no nível dos padrões internacionais e aprovou um “cortezinho” de 0,75% na taxa.

“É uma decisão frustrante, justamente num momento em que as indústrias lutam para manter sua produção, e a geração de empregos vem diminuindo”, diz Miguel Torres, presidente do sindicato.

Fonte: Folha.com