Goiás tem capacidade para gerar mais 5 mil megawatts hora (MWH) de energia elétrica, o equivalente à geração de quase 10 unidades hidrelétricas como a de Cachoeira Dourada, que tem capacidade de aproximadamente 658 megawatts hora (MWH).

As informações são do vice-presidente da Companhia Energética de Goiás (Celg) D e diretor financeiro da CelgPar, Elie Chidiac. De acordo com ele, a estatal goiana tem totais condições de se tornar uma potência na geração de energia elétrica.

A produção total do Estado, hoje, é de 40 mil MWH. Para ampliar a geração e atingir esses cinco mil MWH seria necessário um investimento em torno de R$ 10 bilhões para os próximos cinco anos, recursos oriundos da iniciativa privada nacional e internacional.

Este setor (geração) segundo o vice-presidente da Celg, é o mais lucrativo da atividade energética. Como exemplo, a Cemig Distribuição, equivalente à Celg D, deu prejuízo de R$ 100 milhões no primeiro semestre deste ano. Por outro lado, a Cemig Geração e Transmissão deu lucro de R$ 2 bilhões no período.

“O que acontece lá é que a geração está cobrindo a distribuição, o que quer dizer que a geração em Goiás ainda há muito a explorar, e certamente traria muita renda e aumentaria a capacidade do Estado”.

Vale lembrar que a Cemig é exemplo de geração de energia elétrica para o País e uma potência para o setor, sendo que a Celg teve as mesmas oportunidades de desenvolvimento no passado.

Avaliação

“Goiás tem um potencial hidrológico muito grande. A longo prazo e se for muito bem planejado, é possível um desenvolvimento bem satisfatório. O Estado para crescer, precisa da Celg e o mercado é cativo. Com um giro líquido positivo, futuramente a companhia pode participar de bons negócios”, avalia o economista e especialista na área de energia elétrica, Gesmar José Viera.

O economista explica que o acordo fechado recentemente da venda de 51% das ações da Celg D para a Eletrobrás não afetará na geração de energia no Estado. Ou seja, não corre o risco, se por acaso a companhia gere frutos na geração de energia, que os lucros sejam levados para a União, por exemplo.

“O que foi vendido foi a parte de distribuição da estatal. O núcleo de geração, transformação e transmissão ainda continua com o Estado. Ou seja, a parte mais promissora continua sendo do goiano”, ressalta.

Bola de neve

A empresa começou a contrair dívidas a partir de 2008. Atualmente, a estatal possui um desequilíbrio financeiro na ordem de R$ 7 bilhões, mais R$ 3 bilhões em ações trabalhistas e indenizações. Esses R$ 10 bilhões são resultados de pouco, ou nenhum investimento durante o período de 2008 a 2011.

Aliado a isso, empresa ainda estava em processo de caducidade desde 2008, por conta das dívidas. Isto significa a retomada da concessão para o poder concedente, a união.

Fonte: O Hoje