SindMetal-GO não vai deixar o sindicato patronal em paz até que a Convenção Coletiva deste ano seja fechada

Que a data base dos metalúrgicos da grande Goiânia é 1º de abril todo mundo sabe. O que nunca acontece é o fechamento da Convenção Coletiva de Trabalho do ano vigente até esta data. Todo ano, é a mesma novela e o mesmo discurso. O sindicato patronal recebe as reivindicações dos metalúrgicos e coloca na gaveta até atrasar as negociações para humilhar os trabalhadores e tentar vence-los pelo cansaço.

Para tentar evitar esses tipos de transtornos, O SindMetal-GO antecipou a Campanha Salarial de 2014 fez o seu  lançamento na abertura da 29ª SPAT Metalúrgica, em 14 de outubro de 2013. Logo em seguida, a diretoria do SindMetal-GO e sua assessoria já saiu a campo e realizou assembleias diariamente para ouvir o clamor dos representados na porta das empresas e montar a pauta de reivindicações.

Mais de 1200 trabalhadores participaram com sugestões que deram forma a pauta que foi entregue e protocolada no Simelgo no dia 2 de dezembro de 2013. Dentre as reivindicações está o aumento salarial de 20% além de plano de saúde, cesta básica, redução da carga horaria de trabalho, segurança no trabalho, entre outros.

Além disso, consta da pauta que sejam beneficiados pelas conquistas da Convenção Coletiva apenas os trabalhadores filiados ao SindMetal-GO, já que constituição brasileira garante que ninguém é obrigado a filiar-se ou manter-se filiado a sindicato. Pedido inovador e inédito que promete mudanças.

 Simelgo não agenda reunião de negociação

 Já se passou mais de mês da entrega do documento ao sindicato patronal e nada deles darem um retorno agendando um primeiro contato. A direção do SindMetal-GO intensifica as cobranças junto ao órgão que representa os patrões. Um novo ofício já foi encaminhado no dia 27 de dezembro e não deve parar por ai até que se tenha uma resposta positiva.

 De acordo com o presidente da entidade, Roberto Ferreira, a categoria é mobilizada e vai cobrar dos patrões uma atitude. “Não vamos dar motivos a atrasos das negociações. Estamos aguardando um contato e esperamos que diferentemente dos outros anos, os representantes patronais desta vez sejam conscientes e responsáveis com a categoria que representa e abra logo esse canal de negociação para evitarmos os atrasos e até uma greve”, enfatiza.

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Fonte: Núcleo de Jornalismo e Assessoria de Imprensa