Para CNI, o ideal seria o dólar cotado entre R$ 2,40 e R$ 2,60

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, comemorou ontem o patamar atual da taxa de câmbio, que está próxima a R$ 2,00 o dólar. Segundo Andrade, o valor dá “competitividade e isonomia” para a indústria brasileira em relação aos produtos importados. O presidente da CNI disse que o ideal para a indústria seria se a taxa de câmbio estivesse entre R$ 2,40 e R$ 2,60. Mas, de todo o modo, ele avalia que já é suficiente para que haja uma recuperação da indústria.

Andrade disse que, no primeiro quadrimestre do ano, a indústria exibiu indicadores de atividade econômica piores que em igual período do ano passado, mas que, o mês de maio, já sinaliza para uma recuperação. Ele aposta que o PIB brasileiro fechará o ano com uma expansão de 3% a 3,5% e o PIB industrial, que antes dava sinais de ter um resultado difícil, fechará o ano com aumento de 2,5% a 3%.

Ele destacou que, com a alta do dólar, as empresas que importavam componentes pre­- cisarão substitui-los por similares nacionais, o que deve elevar a taxa de ocupação da indústria, que pode atingir o nível de 83%. As afirmações do presidente da CNI foram feitas após a reunião do Fórum Nacional da Indústria, que reuniu empresários e senadores, na sede da entidade em Brasília.

Bolsa de Valores

Depois de atingir a mínima pontuação do dia na etapa vespertina, logo após a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), a Bovespa desacelerou as perdas, mas não conseguiu sustentar o nível dos 56 mil pontos no fechamento. O feito é atribuído, especialmente, às ações da Petrobras, que depois de dias no papel de vilãs hoje foram as “mocinhas” e ajudaram a Bolsa a não aprofundar as perdas. O Ibovespa fechou com queda de 0,62%, aos 55.887,57 pontos. Na mínima, o índice atingiu 55.415 pontos (-1,46%) e, máxima, chegou aos 57.693 pontos (+2,59%). No mês, a Bolsa acumula queda de 9,60% e, no ano, -1,53%. O giro financeiro ficou em R$ 8,814 bilhões.

No documento do Fed, os membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) demonstraram uma grande preocupação com a situação fiscal do governo dos EUA e o impacto na economia. Embora tenham indicado que não estão planejando adotar nova ação de estímulo no momento, “vários” membros do comitê “indicaram que uma acomodação adicional da política monetária pode ser necessária se a recuperação econô­- mica perder força ou os riscos de baixa para as projeções se tonarem grandes o bastante”.

Fonte: O Hoje (GO)