Em várias fábricas, operários interromperam o trabalho e atrasaram a produção

As 292 agências bancárias de Sorocaba e mais 39 municípios da região deverão paralisar suas atividades a partir de hoje, com o início da greve dos bancários. De acordo com o Sindicato dos Bancários de Sorocaba e região, a paralisação deverá permanecer por tempo indeterminado, já que a categoria rejeitou a proposta dada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), diante das reivindicações da campanha salarial. Os bancários pedem um reajuste salarial de 11,93% e melhorias em alguns benefícios, porém os banqueiros ofereceram uma proposta de 6,1% de reajuste.

Os representantes sindicais de Sorocaba organizam uma movimentação para a manhã de hoje no Centro. Eles deverão passar por todas as agências daquela região, chamando os trabalhadores da categoria para que participem da paralisação. O intuito é fazer com que todas as unidades fiquem fechadas, o que poderá causar transtorno à população.

Além de chamar a atenção para a campanha salarial, a categoria também está promovendo manifestações contra a votação do projeto de lei nº 4.330, que prevê a terceirização de diversos serviços no País. Os sindicalistas relatam que, caso o mesmo seja aprovado, a categoria de bancários poderá deixar de existir, já que todos os trabalhadores serão contratados por empresas terceirizadas pelos bancos. 

Metalúrgicos

 Outra categoria que planeja realizar paralisações é a dos metalúrgicos. Já em estado de greve, eles deram prazo até amanhã para o sindicato patronal dar alguma resposta às reivindicações da categoria, sendo que a data-base estipulada pela Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT (FEM) venceu no último dia 1º. O Sindicato da categoria informa que eles podem parar na sexta-feira, mas o mais provável é que as paralisações aconteçam a partir de segunda-feira.

As principais reivindicações da categoria para este ano são reposição da inflação dos últimos 12 meses nos salários – que atualmente está estimada em 6,09% -, aumento real, valorização nos pisos salariais, licença maternidade de 180 dias para alguns setores que não contam com esse direito, organização sindical no trabalho, jornada de 40h semanais, seguro de vida, abono salarial e unificação dos direitos das categorias de trabalho, para que os mesmos direitos sejam garantidos em todas as fábricas.

Como forma de chamar a atenção dos donos de fábricas e indústrias, cerca de 1,5 mil metalúrgicos das unidades sorocabanas da Flextronics e da Case New Roland (CNH) atrasaram a produção por pelo menos duas horas na manhã ontem para protestar. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e região, às 5h15, os trabalhadores se concentraram na avenida Jerome Case, em frente à fábrica da CNH, na zona industrial, onde permaneceram parados por quatro horas, até às 9h15. À tarde, cerca de mil funcionários da Toyota também pararam. Eles se reuniram em frente do Parque Tecnológico de Sorocaba, onde participaram de uma assembleia com o Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba.

Ao todo, os protestos de ontem, segundo o Sindicato, mobilizam mais de 5 mil metalúrgicos de pelo menos sete fábricas. O atraso na produção foi de até três horas. O objetivo do Sindicato da categoria é forçar os empresários locais a irem até a Federação das Indústrias e exigir que os representantes patronais apresentem propostas de reajuste salarial e direitos sociais (Convenção Coletiva) para toda a categoria metalúrgica no Estado.

Além disso, a FEM/CUT também protocolou avisos de greve junto aos grupos patronais na última segunda-feira, dia 16. Esses documentos deram respaldo legal para que a categoria inicie paralisações por tempo indeterminado a qualquer momento.

 

FonteJornal Cruzeiro do Sul Online