Categoria reivindica reajuste salarial e outros benefícios

Os trabalhadores bancários de todo Brasil ameaçam entrar em greve nesta terça-feira (27 de setembro), por melhores salários e outros benefícios. A decisão ocorreu na última sexta-feira, em resposta à última proposta feita pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que foi considerada insuficiente pela categoria.

Em Goiás, o Sindicato dos Bancários deve aderir à greve. De acordo com o presidente da entidade, Sérgio Luiz da Costa, uma assembleia que vai ocorrer hoje (26 de setembro) às 19 horas decidirá se os trabalhadores do estado vão aderir ao o movimento paredista. “Quem vai decidir mesmo é a assembleia, mas, tudo já está direcionando para greve”, diz.

Segundo Sérgio Luiz, a última proposta oferecida pelos patrões foi insuficiente. “Os banqueiros são os que possuem mais lucros e não querem repassar isso para os bancários. Outras categorias que são menos recompensadas já repassaram reajustes maiores para seus trabalhadores”, explica.

Principais reivindicações

Os bancários lutam por reajuste salarial de 7,40% (percentual equivalente ao à inflação divulgada pelo INPC entre setembro/2010 e agosto/2011), mais um aumento real de 5%, totalizando 12,8%. Além disso, eles reivindicam jornada diária de seis horas, melhoria nos pisos salariais e na participação nos lucros ou resultados (PLR), isonomia, contratação de mais bancários para por fim às filas e eliminação do assédio moral e das metas abusivas.

Resumo das ofertas patronais
 

  • Fenaban (bancos privados): reajuste de 8% sobre todas as verbas e PLR conforme fórmula anterior;
  • Banco do Brasil: reajuste salarial de 8% e retirada do direito conquistado anteriormente pelos empregados da instituição sobre a trava para descomissionamentos exigida em avaliação de desempenho funcional. Não apresentou proposta de PLR;
  • Caixa Econômica Federal: reajuste de 8% sobre todas as verbas e PLR conforme fórmula da Fenaban;
  • BRB – Banco de Brasília: reajuste de 10% nos VPs (vencimentos padrão) e 8% sobre todas as demais verbas salariais.

 

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Fonte: Assessoria de Comunicação SindMetal-GO com Sindicato dos Bancários de Goiás