Com a escassez de mão de obra qualificada em Goiás, é cada vez mais comum um profissional receber uma nova proposta de trabalho. Neste momento, tomar uma decisão requer análise, cálculo, autoconhecimento, perspectivas de mercado de trabalho e, em determinadas ocasiões, uma dose de ousadia.

Antes de mais nada, mesmo que se sinta confortável, tenha um vínculo antigo na atual empresa e receba uma boa remuneração, nunca feche as portas em um primeiro momento. A postura esperada desse profissional é de que ele se coloque disponível a ouvir o recrutador.

Dessa forma, ele fica ciente das carências e exigências do mercado, os novos desafios propostos, seu valor no mercado de trabalho e ainda aumenta seu nível de empregabilidade. “Ele também deve ficar aberto a um bate-papo pessoal com o recrutador ou gestor da empresa.

Muitos optam por passar mais detalhes da proposta dessa forma. É importante ir até a empresa tomar um cafezinho, mesmo que não esteja procurando um novo emprego”, avalia a consultora sênior de RH do Grupo Empreza, Jakelyne Rasmussem. É importante não sair dessa ‘entrevista’ com dúvidas sobre a proposta.

A consultora aconselha ao profissional fazer uma análise profunda e levar em conta a possibilidade de incremento profissional ou consolidação da carreira, o atual momento profissional, além dos aspectos pessoais e financeiros. “Muitos profissionais olham somente a ascendência vertical, ou seja, de cargo, mas é preciso verificar a possibilidade de desenvolvimento profissional”, diz. Ela ressalta que o aprendizado é uma ferramenta que agrega valor ao currículo e aumenta o índice de empregabilidade.

Em uma situação na qual o profissional trabalhe em uma empresa de grande porte e recebe uma proposta de trabalho em outra de pequeno ou médio porte, ele deve avaliar aspectos como benefícios e cargos. “Se ele for coordenador em uma empresa grande e for convidado para gerir um setor em outra de pequeno ou médio porte é um passo a mais na carreira”, afirma.

Em função das diferenças de proporções das duas firmas, lembra, é possível que as operações não sofram muita alteração de volume de trabalho. No mais, Jakelyne ressalta que empresas maiores tendem a oferecer mais políticas de benefícios e tudo isso deve ser colocado na ponta do lápis.

Fonte: O Popular