Em 2016, o valor acumulado da cesta básica em Goiânia foi de 15,28%. Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). Dentre as 27 capitais brasileiras, Rio Branco (23,63%), Maceió (20,69%) e Belém (16,70%) obtiveram a maior variação, seguido da capital goiana que ocupa o 4º lugar da tabela. O valor da cesta básica fechou o ano em R$386,00, o que compromete 34,33% dos salários da categoria metalúrgica e 31,68% da categoria mecânica.

Segundo a advogada do SindMetal-GO, Maria Eugênia Neves Santana, o comprometimento do salário mínimo pode diminuir o poder de compra e a possibilidade do trabalhador investir em educação, saúde e lazer. “Levando em consideração que esse valor da cesta básica (R$ 386) é para uma família de quatro pessoas, o salário mínimo não é o suficiente para quem tem que pagar aluguel, água, luz, escola e utilizar mais de 30% da renda com alimentação”, expõe.

Para a advogada da entidade, o reajuste do piso salarial nacional foi insignificante se comparado ao aumento prometido pelo governo Dilma. “Para nossa categoria que trabalha com um único piso salarial geral e com baixo reajuste salarial e a alta dos preços, aumenta ainda mais o sofrimento do trabalhador”, explica. No ano passado, em todo o País, o leite integral, feijão, arroz agulhinha, café em pó e a manteiga foram os produtos que mais tiveram aumento nos preços – sendo eles os itens mais consumidos nas casas das famílias.