A fábrica de lã de aço proíbe empregados de filiarem ao sindicato, o que caracteriza ato antisindical

Devido à intransigência da empresa Assolan que vem há tempos impedindo a entrada dos assessores de base dentro da fábrica para fazer sindicalizações e outros serviços, o SindMetal-GO achou por bem suspender a assembleia que estava agendada nesta sexta-feira, 23 de agosto de 2013, que tinha como pauta a apreciação da proposta de elaboração do Programa de Participação nos Resultados (PPR) 2013/2014. 


Advogado e assessor de base do sindicato explicam aos trabalhadores o motivo da suspenção da assembleia

 

De acordo com o presidente da entidade, Roberto Ferreira, a atitude da empresa caracteriza ato antisindical, pois visa tirar proveito do relacionamento com o sindicato sem contrapartida, ferindo o direito garantido em Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). “A efetiva representação dos trabalhadores é bilateral. Portanto, as negociações devem ir de encontro com os anseios dos trabalhadores,” explica Ferreira.

Após suspender a assembleia e explicar aos trabalhadores tudo o que está acontecendo, o assessor jurídico da entidade, João Batista Camargo Filho, entregou um oficio justificando a suspensão da reunião aos gestores da empresa que não quiseram tomar ciência do documento. 

A Assolan terá agora um prazo de 10 dias para responder ao documento. Caso não ocorra, o SindMetal-GO entrará com processo na justiça para reaver o direito assegurado na cláusula 47ª da CCT. Sendo assim, a proposta de PPR só será avaliada depois que o SindMetal-GO tiver acesso livre na empresa para falar com os trabalhadores.

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Fonte: Núcleo de Jornalismo e Assessoria de Imprensa