Estava marcada às 6h30, para primeira chamada, a assembleia geral do SindMetal-GO com os trabalhadores da Casa Forte na porta da empresa para discutir a respeito do andamento da negociação do acordo coletivo negada pelos empresários. A segunda chamada estava prevista para começar às 7h. Todos os horários foram marcados de forma estratégica para não comprometer o expediente dos funcionários.

Mas a presença de dois homens, aparentemente seguranças contratados pela direção da empresa, além do filho do proprietário, coagiu os empregados e a assembleia dos trabalhadores precisou ser cancelada.

Os dois homens filmaram toda a ação da equipe do SindMetal-GO, desde a chegada, às 6h, até a saída, por volta das 8h30. Eles também anotaram os nomes dos trabalhadores que estavam a postos para participar da assembleia, o que acabou constrangendo e deixando os funcionários com medo de represálias.

Segundo o presidente do SindMetal-GO, Eugênio Francisco a atitude da direção da Casa Forte foi antissindical ao impedir a comunicação entre o sindicato e os trabalhadores. “É inadmissível amedrontar o trabalhador de modo que ele fique com receio de conversar com quem representa de verdade sua categoria profissional”.

Tal fato será comunicado ao Ministério Público do Trabalho em Goiás e outras providências jurídicas também serão tomadas para resguardar os direitos dos empregados. A garantia da reunião dos trabalhadores com o sindicato está previsto no artigo 8º da Constituição Federal de 1988.

São considerados atos antissindicais:

  • Impedir ou dificultar direito a sindicalização;
  • Demissão, transferência de local de trabalho ou qualquer outra forma que dificulte ou impeça o dirigente ao exercício de sua função sindical.