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A Assembleia-Geral da ONU aprovou por unanimidade nesta quinta-feira (13) o português António Guterres para o cargo de secretário-geral da ONU. Ele irá suceder o sul-coreano Ban Ki-moon, que permanece na função até 31 de dezembro.

O passo desta quinta era praticamente uma formalidade, pois embora a Assembleia-Geral seja quem nomeia o líder das Nações Unidas, a verdadeira discussão e disputa entre candidatos ocorre no Conselho de Segurança.

Guterres pediu nesta quinta às grandes potências que superem suas divisões sobre a Síria, ante a proximidade das novas discussões internacionais sobre o conflito. “Sejam quais forem as divisões, é mais importante se unir. É hora de lutarmos pela paz”, declarou Guterres durante sua primeira coletiva de imprensa depois de sua designação.

“Nos últimos 10 anos fui testemunha em primeira mão do sofrimento das pessoas mais vulneráveis no planeta. Visitei zonas de guerra e campos de refugiados onde você se pergunta legitimamente o que aconteceu com a dignidade da pessoa humana. O que nos tornou imunes aos apuros dos mais desprivilegiados?”, disse Guterres ante a Assembleia-Geral em seu discurso após sua designação, que pronunciou em inglês, francês e espanhol.

“A paz é hoje infelizmente a grande ausente em nosso mundo (…) A ONU tem o dever moral e o direito universal de implementar como prioridade principal a diplomacia para a paz (…) uma diplomacia capaz de atenuar tensões e de fazer com que surjam soluções pacíficas”, lembrou em seu discurso, que foi recebido com uma salva de palmas e de pé pelos embaixadores.

Diplomatas esperam que Guterres sacuda a ONU e adote reformas internas para torná-la mais rápida e eficiente. Também querem que leve novos ares à secretaria geral, depois de 10 anos de uma atitude low-profile durante o mandato de Ban.

Fonte: G1