Grupo surpreende com índices muito altos devido à seca e ao calor extremo na região

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) em Goiânia, no mês de agosto, ficou em 0,54%, o que representa uma variação positiva da inflação de 0,25% em relação ao mês de julho. A variação da alimentação foi a que mais influenciou neste aumento, pressionando o índice com 1,49%, o maior desde novembro de 2010. O IPC foi divulgado nesta terça-feira, dia 6 de setembro, pela Secretaria de Gestão e Planejamento de Goiás.

De acordo com o gerente de Pesquisas Sistemáticas e Especiais, Marcelo Eurico de Sousa, a alta temperatura e a baixa umidade do ar na Região Centro-Oeste prejudicaram os produtos alimentícios, ocasionando a baixa oferta e o consequente aumento dos preços. O clima favorece apenas raízes e tubérculos (-7,78) e frutas (-4,83), os únicos a pressionarem o índice negativamente.

O grupo dos transportes foi o único a contribuir com uma pressão negativa, que foi de -0,79%. Esta queda é decorrente, principalmente, da redução no preço das passagens de ônibus interestadual (-16,15%), que barateou devido à baixa temporada. Os combustíveis – etanol (-1,06) e gasolina comum (-1,04) – também reduziram os preços no mês de agosto.

A cesta básica ficou mais cara em relação ao mês de julho, aumentando de R$ 200,08 para R$ 2,02,79. Dos doze produtos da cesta, dez apresentam variação positiva. Os alimentos que mais encareceram foram o açúcar, o pão e o café.

A perspectiva para o mês de setembro é de que os alimentos continuem aumentando de preço, devido a seca e ao calor extremos na região. “O feijão, por exemplo, teve variação positiva, a qual deverá ser maior ainda nos próximos meses”, revela Marcelo Eurico.

 

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Fonte: Assessoria de Comunicação do SindMetal-GO