Rio – Diante da menor pressão nos preços de alimentos, a inflação percebida pelas famílias de baixa renda (até 2,5 salários mínimos) desacelerou em junho. O Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1) subiu 0,35%, ante 0,58% em maio, informou ontem a Fundação Getulio Vargas (FGV). Por outro lado, as diárias em hotéis ficaram mais caras, na esteira da Copa do Mundo, impedindo alívio mais intenso.

Os alimentos subiram apenas 0,08% no mês passado, a menor taxa já registrada em 2014. A queda nos preços de hortaliças e legumes foi o que mais influenciou o resultado. Ficaram mais baratos tomate (-9,49%), batata – inglesa (-12,16%), cebola (-8,11%) e alface (-5,11%). Essas reduções são ainda mais importantes no caso das famílias de baixa renda, uma vez que esses itens têm um peso maior no orçamento.

Num alívio momentâneo, a tarifa de eletricidade residencial subiu 0,28%, menos do que os 3,94% de maio. Para este mês, é esperado o impacto do reajuste médio de 18,06% nas tarifas da Eletropaulo, distribuidora que abastece São Paulo e outras 23 cidades do entorno. No orçamento das famílias de baixa renda, o peso do item é ainda maior do que na média dos consumidores brasileiros. As tarifas de ônibus urbano, por sua vez, tiveram queda de 0,22% em junho.

Fonte: O Popular