Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, o programa, que durou até ontem, teve seu consentimento

A General Motors abriu na segunda-feira o PDV (Programa de Demissão Voluntária) na fábrica de São Caetano. Faz menos de um ano que a montadora adotou a medida na região (em julho do ano passado). Segundo o presidente  do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, o programa, que durou até ontem, teve seu consentimento. “Muitos trabalhadores já aposentados, e que continuam na ativa, procuraram o sindicato afirmando que desejavam pedir as contas. No entanto, não gostariam de abrir mão do pacote de benefícios”, diz.

Vale lembrar que a base do sindicato regional responde por 12,5 mil trabalhadores. “Fizemos um acordo com a empresa e essas vagas serão repostas”, garante o dirigente sindical. “Em 2012 preenchemos as vagas e ainda conquistamos mais 100 postos de trabalho”, completa o vice-presidente do sindicato regional, Francisco Nunes Rodrigues.

Segundo ele, nas últimas sextas-feiras, a montadora admitiu cerca de 20 colaboradores. “O PDV atual não tem relação com crise, pelo contrário”, diz Rodrigues.

No entanto, ontem na planta do Interior, em São José dos Campos, houve a demissão de 598 trabalhadores, que estão em lay-off (contratos suspensos) e receberam cartas de demissão. Outros 748 funcionários estão nesta condição, mas, pela estimativa do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, cerca de 300 têm estabilidade. Para a montadora, só 150 são estáveis.

Segundo Cidão, todos os funcionários que entraram no PDV tiveram seus direitos assegurados. “Quem tem mais de 26 anos de casa receberá cinco salários adicionais e quem já for aposentado poderá continuar com o plano de saúde por um ano, por exemplo.” Procurada pela equipe do Diário, a GM de São Caetano não forneceu detalhes, apenas confirmou o ocorrido.

Fonte: Diário do Grande ABC (SP)