Em 2013, 90,5% dos pisos salariais analisados pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em Goiás tiveram reajustes acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC.

O resultado é ligeiramente inferior ao registrado em 2012, quando o porcentual de unidades de negociação com aumentos reais de salário atingiu 100%. No ano passado, o aumento real médio dos pisos salariais foi de 2,3%, no Estado.

DIFERENÇA

De acordo com o Dieese, a diferença entre o desempenho das negociações de 2012 e 2013 pode ser decorrente, em parte, da valorização do salário mínimo, cuja influência sobre as negociações dos pisos salariais vem sendo observada nos últimos anos.

Em 2012, o salário mínimo foi reajustado em 14%, implicando um ganho real de 7,6%. Em 2013, o reajuste foi de 9%, com um ganho real menor, de 2,6%.

NO PAÍS

Os pisos salariais tiveram ganhos reais menores do que em 2012, sob o impacto da inflação mais elevada e do reajuste menor concedido ao salário mínimo em 2013.

Enquanto o aumento real médio foi de 2,8% acima do INPC, em 2012, o ganho havia sido, em média, de 5,6% acima da inflação. Apesar de o ganho real médio de 2013 ser inferior nos 685 acordos salariais analisados, ele ficou próximo do aumento real concedido ao salário mínimo, de 2,6%.

O reajuste do salário mínimo, que serve de parâmetro para corrigir os pisos, leva em consideração a inflação medida pelo INPC e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.

No ano passado, o valor médio dos pisos foi de R$ 879,04 – o equivalente a 1,3 salário mínimo de 2013 e cerca de 9% maior, em termos nominais, do que o de 2012.

Os dados constam de levantamento do Dieese, que constatou que no ano passado 95,3% dos pisos salariais conseguiram reajustes acima da inflação. Em 2012, esse porcentual foi maior, de 98%.

SERVIÇOS

Nos 685 acordos analisados, 6% dos pisos equivaliam em 2013 ao salário mínimo vigente nesse ano (R$ 678). Quase um terço deles ficou na faixa até R$ 750 e, cerca da metade, no intervalo até R$ 800. Em 16% das negociações, os pisos foram superiores a R$ 1.000 e somente 1,5% acima de R$ 2.000.

Foi no setor de serviços que os técnicos do Dieese observaram o maior valor médio do piso salarial: R$ 931,53. Na indústria, foi R$ 886,07 e no comércio, R$ 802,12. Já no setor rural está o menor valor médio, de R$ 748,22.

Entre as categorias que conseguiram os maiores ganhos reais nos pisos estão funcionários da área de saúde do interior paulista (15%), trabalhadores de processamento de dados de Pernambuco (18%) e motoristas e cobradores do Ceará (21%).

Já entre as que tiveram correções insuficientes para repor a inflação nos pisos estão corretores de seguro do Paraná, empregados em edifícios do Espírito Santo e vigilantes de Sergipe.

Fonte: O Popular