Cerca de 40 pessoas, entre líderes sindicais e advogados, participaram na quarta-feira (18) de mais uma reunião do movimento Fórum Sindical contra as Reformas Trabalhista e Previdenciária. Sediada na escola sindical do SindMetal-GO, o encontro debateu as ações práticas que objetivam informar a população sobre as propostas do governo. Entretanto, a pauta principal era o planejamento da paralisação nacional que ocorrerá dia 28 de abril. O grupo decidiu o local de partida e o trajeto da manifestação em Goiânia. Clique aqui para mais informações sobre a paralisação do dia 28.

Dentre os presentes, o metalúrgico e diretor do Sindicato dos Metalúrgicos da Bahia, Pascoal Carneiro, criticou a classe patronal ao afirmar que não existe sindicato dos patrões em nenhum outro país, só no Brasil. Pascoal também declarou ser contra a proposta da reforma trabalhista, previdenciária e a terceirização. “É para transformar o Brasil em aluguel de mão de obra; fazer dos trabalhadores máquinas e equipamentos”.

O metalúrgico Pascoal Carneiro diretor do Sindicato dos Metalúrgicos da Bahia

A advogada Silvana Marta, que escrevia para o jornal Diário da Manhã, aproveitou para fazer um apelo em relação às denúncias de parlamentares envolvidos em caixa dois por meio da empresa Odebrecht. “Nós precisamos de um sistema jurídico que coloque esse pessoal na cadeia!”. O presidente do SindMetal-GO disse estar honrado em poder oferecer o Sindicato para realizar a reunião. “Fico feliz em poder receber em nossa entidade pessoas que se importam com os trabalhadores e lutam para a garantia de direitos da classe”. Outras reuniões devem ocorrer para ajustar os últimos detalhes da paralisação geral no dia 28 de abril.

O presidente do SindMetal-GO disse estar honrado em poder oferecer o Sindicato para realizar a reunião. Outros encontros devem acontecer até o dia da Paralização