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Um terremoto de 6,2 graus na escala Richter abalou a região central da Itália, principalmente o vilarejo de Amatrice, na madrugada desta quarta-feira, 24, informou o Centro Geológico dos Estados Unidos. De acordo com informações da Defesa Civil do país, o sismo matou ao menos 73 pessoas, mas ainda há muitas presas debaixo de escombros e centenas estão desaparecidas. Somente em Accumoli, o número de desabrigados chega a 2,5 mil, dos quais 2 mil são turistas.

Segundo os últimos dados divulgados em entrevista coletiva pela chefe de emergências da Defesa Civil, Immacolata Postiglione, sabe-se que 10 mortes foram registradas em Arquata e 27 na área entre os vilarejos de Accumoli e Amatrice. Ambos ficaram bastante danificados com centenas de casas completamente destruídas.

O epicentro do terremoto teria ocorrido a pouca profundidade, perto da cidade de Norcia, cerca de 170 quilômetros a noroeste de Roma, onde a população foi acordada aproximadamente às 3h30 locais (22h30 de terça-feira em Brasília). Os fortes tremores também foram sentidos em várias cidades da região, como Peruggia, Rimini, Napoli. Nas horas seguintes, mais de 50 tremores secundários com magnitude superior a 2 graus foram registrados nas proximidades.

O porta-voz do Departamento de Bombeiros, Luca Cari, disse ter recebido informações de que alguns edifícios haviam sido danificados, mas não tinha mais detalhes. “Foi o pior terremoto de minha vida”, disse Matteo Berlenga, após abandonar sua casa em Gubbio, na região de Umbria.

Equipes da Defesa Civil e do Exército italiano trabalham em missões de resgate em Amatrice para encontrar possíveis sobreviventes, e contam com apoio de integrantes do Corpo Florestal e de muitos moradores.

O porta-voz do primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, informou em sua conta no Twitter que o governo estava em contato com a agência de proteção civil para acompanhar a situação. Além disso, ele agradeceu às equipes de resgate pelo trabalho que está sendo realizado e disse que pretende visitar as áreas afetadas ainda nesta quarta-feira.

Fonte: Estadão