O novo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn comandou na quarta-feira, 20 de julho, a reunião com a nova diretoria que, pela oitava vez, decidiu manter a taxa básica de juros (Selic) em 14,25% ao ano. No dia anterior, centrais sindicais chegaram a fazer um protesto na porta do BC, em São Paulo, na expectativa de sensibilizar a diretoria para reduzir os juros abusivos praticados no País.

A decisão de manter o índice (que está no maior patamar em 10 anos), encarece o crédito e, consequentemente, contribui para inibir o consumo das famílias e o investimento das empresas, fatores necessários para a retomada do crescimento. Enquanto isso, os três maiores bancos privados do País tiveram, em 2015, lucros bilionários, da ordem de R$ 47,16 bilhões.

Em Goiás, o “Movimento pela Redução dos Juros”, do qual o SindMetal-GO participa, defende que a taxa Selic passe de 14,25% para 3% ao ano. Segundo o comitê, aumentar os juros para combater a inflação é um caminho contrário ao crescimento econômico. Em reunião, no dia 15 de julho, o comitê redigiu e assinou uma carta manifesto, que foi entregue aos políticos no Congresso Nacional.